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Nem bem foi lançado – a bem da verdade, apenas os britânicos tiveram a honra até o momento de ver o filme – e 007 contra Spectre estabelece novos recordes em seus primeiros dias em cartaz no Reino Unido no que diz respeito à bilheteria.

Daniel Craig 1

Só em sua primeira noite, na última segunda-feira, 26, a nova aventura de James Bond arrecadou US$ 4,1milhões – cerca de R$15 milhões. Um dia depois, quando teve a exibição regularizada em horários ao longo da terça-feira, a bilheteria chegou a casa dos US$ 9,2 milhões, o que faz do 24º filme da franquia o detentor do recorde de maior arrecação em um único dia no Reino Unido.

‘Bond já teve momentos brilhantes e nós temos de ser melhores’, diz Daniel Craig

“Eu ainda vou ao mercado comprar meu próprio leite!” Daniel Craig se esforça para parecer um sujeito normal. Aos 47 anos e com mais de duas dúzias de filmes no currículo, o ator senta vestido com jeans e um casaco bacana, como se dali fosse até o estádio encontrar a família para assistir a uma partida de futebol. De humor ácido e rápido nas respostas, não seria estranho se o papo fosse em um pub, regado a alguns pints.

Mas Craig não é “um sujeito normal”. Ao menos não desde 2006, quando foi escolhido para substituir Pierce Brosnan como protagonista da série mais longeva do cinema. E sua estreia em 007 – Cassino Royale não foi só mais uma aventura de James Bond: foi um marco zero, um reboot na série que deixou fãs e executivos do estúdio apreensivos com o ícone sendo assumido por um ator nem de longe associado à imagem elegante do espião. Uma aposta que recriou a série para o novo século.

Craig não deixa que o personagem permeie sua vida pessoal. “Não é um trabalho qualquer e eu sei disso”, continua, com expressão cansada, tendo encerrado as filmagens apenas três dias antes do papo. “Mas também não posso me contaminar por tudo que Bond representa. Quando o assunto é fazer o filme, eu só estou interpretando meu papel e tentando me divertir o máximo que puder com ele. Eu aprendi a curtir o fato de que, sabe, é James Bond. E é joia, cara!” Então está certo.

Nunca antes a escolha de um novo Bond encontrara tanto barulho. Como ocorre na era da internet, desta vez os descontentes tinham voz e fórum para expressar sua indignação. Longe da figura alta, de cabelos negros e postura elegante que se tornou a imagem do espião desde que Sean Connery lhe deu corpo e voz pela primeira vez, Daniel Craig tem 1,78 metro, é loiro e tem jeitão de estivador, além de passar longe no quesito “elegância”. Em vez de se moldar ao padrão que o público esperava, o ator fez o caminho inverso e apropriou-se de Bond, trazendo o personagem mais para perto de sua zona de conforto. Não pegou bem.

O que poucos críticos sabiam é que o próprio Craig havia dito não a 007 um ano antes, por achar que a série havia caído em uma fórmula. “No caminho que os filmes estavam seguindo, não achei que houvesse mais espaço para criar”, conta.

Superada a passagem, hoje ele sofre a pressão de estrelar um filme com o legado de Operação Skyfall e sua renda de US$ 1 bilhão. Não que ele esteja tendo problemas com isso. Com estreia na última segunda-feira (26), o novo capítulo da saga James Bond tornou-se a maior arrecadação da história no Reino Unido em um único dia, com US$ 4,1 milhões.

“Olha só, a cada novo Bond os riscos são maiores, o escopo é maior. Mas esse é o tipo de problema de altíssimo nível, certo? Bond já teve momentos brilhantes no passado, e nós temos de ser melhores, ou ao menos tão bons quanto eles. Mas não temos de ser iguais a Skyfall, ou a Cassino, ou a Goldfinger. Temos de ser diferentes, melhores. O padrão é muito, muito alto. Se a gente quase alcançar, estamos bem.”

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