14 mitos e verdades sobre a ansiedade de acordo com pesquisas

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14 mitos e verdades sobre a ansiedade de acordo com pesquisas
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Reunimos as principais dúvidas sobre a ansiedade e desvendamos o que é real e o que não passa de mito.

1. Animais de estimação podem ajudar pessoas ansiosas

Verdade. Sabe aquela alegria ao encontrar seu animal de estimação ao chegar em casa? Pois é, estudos apontam que conviver com um bichinho traz inúmeros benefícios para a saúde — entre eles, diminuir a ansiedade. Segundo uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Virgínia (EUA), após sessões de recreação e terapia assistida com os pets, pacientes com distúrbios psicóticos, do humor e outros transtornos foram avaliados e apresentaram reduções significativas nos índices de ansiedade.

2. Certas bebidas amenizam e outras intensificam os sintomas da ansiedade

Meia verdade. Água com açúcar, chás, bebidas com cafeína… Dependendo do momento e da sua situação, é bem provável que uma bebida quente traga algum conforto.

Porém, é preciso dizer: chá de camomila e suco de maracujá, por exemplo, têm apenas efeito placebo (aquele sentimento de cura que não tem comprovação científica), ou nenhum efeito. “De maneira geral, para apresentar algum resultado, essas bebidas precisam ser ingeridas em grande quantidade”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Antônio Geraldo da Silva.
Já substâncias como a cafeína, presentes em alguns tipos de chás, refrigerantes em geral, achocolatados e, principalmente, no cafezinho, interferem nos níveis de vários neurotransmissores, funcionando como estimulantes. Em alguns casos, é possível associar a cafeína à ansiedade, dependendo da quantidade ingerida e do organismo de cada indivíduo.

3. A ansiedade está ligada ao envelhecimento

Meia verdade. Não é que a pele fique mais enrugada instantaneamente ou que os pés de galinha se multipliquem. Mas, em nível celular, esse envelhecimento precoce pode mesmo acontecer.

Transtornos de ansiedade podem ter conexão com o envelhecimento precoce das células de pessoas de meia-idade — é isso que aponta um estudo realizado por pesquisadores do Bringham and Women’s Hospital, ligado à Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

Durante a pesquisa, o envelhecimento celular precoce era uma característica comum em todas as mulheres que descreveram sintomas do transtorno de ansiedade. Nessas participantes, as células aparentavam ser seis anos mais velhas que o normal.

4. Afastar-se da causa da ansiedade faz com que ela suma

Mito. Evitar a ansiedade tende a reforçá-la. De acordo com a Anxiety and Depression Association of America (ADAA), suprimir seus pensamentos torna-os mais fortes e frequentes. Esquivar-se do sentimento não é uma boa saída, pois passa a impressão de que nada está acontecendo — e quanto mais se evita o problema, pior ele fica. Inclusive, em fobias, as técnicas costumam ser de enfrentamento e não de evitação – passo a passo o paciente é aproximado do motivo da fobia.

5. Exercícios respiratórios podem ajudar durante crises

Verdade. A respiração é um dos mecanismos de controle durante uma crise de ansiedade, mas seus efeitos variam para cada pessoa. Os exercícios respiratórios se mostram eficazes e estão presentes na terapia cognitivo-comportamental e na meditação, ambas eficazes no tratamento da ansiedade.

6. Bebidas alcoólicas ajudam a combater a ansiedade

Mito. Após um longo dia de trabalho, uma cerveja gelada no bar não é nenhum pecado, não é mesmo? Só que nem sempre aquele happy hour é inocente. Em muitos casos, as pessoas com ansiedade podem recorrer a artifícios como as bebidas, para tentar escapar de uma sensação, que, na verdade, precisa de acompanhamento médico.

A impressão de tranquilidade trazida após goles e goles é passageira – e pode acarretar ainda mais problemas, como a dependência.

Um artigo publicado pelo Instituto Nacional de Abuso de Álcool e Alcoolismo (EUA) explica que pessoas com altos níveis de ansiedade relatam que o álcool as ajuda a se sentir mais confortáveis em situações sociais.

Assim, não é surpreendente que indivíduos com transtorno de ansiedade social clinicamente diagnosticado tenham uma maior incidência de problemas relacionados ao álcool do que a população em geral, graças ao alívio temporário.

7. Impotência e ejaculação precoce são sintomas de ansiedade

Meia verdade. Um grau leve da sensação pode ser positiva para homens e mulheres – induz a excitação e pode até facilitar o orgasmo. No entanto, casos mais graves de ansiedade são realmente prejudiciais.

Homens com ejaculação precoce podem ter até 2,5 vezes mais chance de ter ansiedade grave. Há estudos que indicam prevalência de homens que apresentam disfunções sexuais entre os diagnosticados com transtornos de ansiedade.

8. Ter um hobby combate a ansiedade

Meia verdade. Hobbies e passatempos em geral podem auxiliar pessoas com sintomas de ansiedade. Entretanto, se o indivíduo já foi diagnosticado com transtorno de ansiedade, apenas atividades ocupacionais ou de lazer não serão suficientes para que ele se cure.

“Quando você usa medicação, psicoterapia e acrescenta hobbies, você ajuda o tratamento. Mas sempre temos que diferenciar a ansiedade sintoma da ansiedade doença”, afirma Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria. Ou seja, apenas um ansioso não patológico pode melhorar.

9. Lugares, objetos e até cheiros podem gerar crises de ansiedade

Verdade. Uma pessoa com transtorno de ansiedade pode ficar mais sensível até diante de uma situação corriqueira. De acordo com o presidente da ABP, lugares, objetos e cheiros podem, sim, agir como gatilhos para o aparecimento de sintomas da ansiedade e estão relacionados às vivências anteriores de cada indivíduo.

10. Ansiedade pode ter relação com doenças gastrointestinais

Verdade. De acordo com um estudo realizado na McMaster University, no Canadá, o intestino humano abriga quase 100 trilhões de bactérias que são essenciais para a saúde — inclusive para sua cabeça.

As vias de comunicação estabelecidas pelo intestino incluem, por exemplo, o sistema nervoso e o sistema imunológico.

A pesquisa sugere, com base em recentes descobertas, que a microbiota intestinal é um importante fator na forma como o corpo influencia o cérebro e interfere no risco de doenças, incluindo ansiedade e transtornos de humor.

11. Maconha causa ansiedade

Meia verdade. O uso da maconha pode despertar ansiedade da mesma forma que pode aliviar a tensão, tudo depende de como é usada: quantidade, experiência prévia e contexto.

Pesquisas têm demonstrado o envolvimento da maconha na regulação das emoções. O artigo publicado pelo periódico científico Revista da Biologia, da USP, explica que o uso da cannabis pode causar efeitos ansiolíticos, ansiogênicos ou ocorrência de ataques de pânico.

Usuários crônicos, de acordo com a publicação, relatam uma redução na ansiedade e alívio da tensão após o consumo, uma das razões para o uso contínuo da maconha.

12. Drogas sintéticas como LSD podem funcionar em tratamentos contra ansiedade

Meia verdade. A revista da Academia Nacional de Ciências dos EUA publicou um estudo no final de 2016 que aponta que, em muitos distúrbios psiquiátricos, o cérebro age em padrões automatizados e rígidos. Nesses casos, as substâncias alucinógenas trabalham para quebrar as desordens. Ou seja: as drogas podem desligar os padrões que causam os transtornos e, assim, atuar no tratamento de problemas psicológicos. Vale lembrar que possíveis terapias teriam de ser acompanhadas por profissionais.

13. A ansiedade tem causas genéticas e ambientais

Verdade. Os transtornos de ansiedade também estão relacionados à hereditariedade, ou seja, às informações genéticas que você recebe de seus pais. Fatores ambientais, como a exposição ao chumbo, “atuam como desencadeadores da patologia”, como afirma o presidente da ABP, Antônio Geraldo da Silva.

14. Tentar se distrair ajuda a acalmar pessoas ansiosas

Meia verdade. Ações que distraem (como espreguiçar-se, contar o número de lâmpadas do ambiente ou enumerar objetos que estejam ao redor) são capazes de relaxar e retirar as pessoas do foco. Mas, atenção: isso só é válido para uma crise de ansiedade comum, diferente de crises em que a ansiedade já está no estágio de transtorno ou doença.

Este conteúdo foi originalmente publicado no site da Superinteressante.

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