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15 de outubro, dia do professor – o que cabe refletir sobre a educação brasileira?

Voto em lista fechada é mecanismo em prol de caciques políticos - Por Luiz Fernando de Camargo Prudente do Amaral

Na data em que se comemora o dia do professor, 15 de outubro, muito embora devamos enaltecer o trabalho desse profissional, tão fundamental como instrumento no processo de ensino e aprendizagem dos saberes,  cabe no entanto, um pouco refletir sobre a condição da educação brasileira em nossos  tempos.

Sem dúvida alguma nas últimas décadas, o ensino no Brasil avançou, mas num flagrante descompasso com as demandas surgidas no contexto social, político, econômico e cultural da sociedade brasileira. Como bem coloca Viviane Mosé, a linearidade da estrutura do discurso e do pensamento, não dá conta da pluralidade do que se vive no cotidiano. Isso também se reflete na escola.

Sem ter a pretensão de tocar em todas as prioridades que se impõe atacar para avançarmos num projeto de educação que esteja em consonância com a realidade do nosso país, aponto uma questão de fundo, sem a qual não se é possível modificar na essência o modelo educacional brasileiro. O maior entrave está em romper com algumas velhas estruturas, tão resistentes a mudanças e a construção de novas possibilidades.

Nesse contexto, cabe ser repensado alguns desafios que estão postos, no sentido de construirmos pontes que sirvam como elementos facilitadores de um novo modelo de educação, quais sejam, a fragmentação dos saberes, a apropriação das novas tecnologias  como instrumento necessário ao ensino e na aplicação do conhecimento e, o resgate da importância e valorização do professor, como um profissional que contribui nesse processo de construção dos saberes, para uma melhor leitura do mundo e uma melhor compreensão da realidade em que se vive.

Não é tarefa das mais fáceis, pois requer o rompimento com determinados paradigmas que acomodam e cristalizam ideias e pensamentos, difíceis de serem superados.

Criar as condições favoráveis para a superação desses problemas, é possibilitar que a educação seja vista enquanto unidade e não como um modelo voltado apenas para formar mão-de-obra para o mercado, que proporciona um ensino segmentado como se fosse uma fábrica de montagem, feita em série, onde o educando perde a capacidade de refletir sobre os conhecimentos que lhes são transmitidos e de interagir com o outro e de dialogar com os demais conhecimentos.

Apoiando-se nas reflexões de Edgar Morin, é preciso unir os mais diversos campos do conhecimento, no sentido de combater a forma fragmentada em  que se encontram esses campos restritos e, estabelecer conexões entre eles.

A componente tecnológica principalmente com o advento da informática e, o processo de globalização que ainda está em curso,  se converteu numa ferramenta fundamental para encurtar a distância e mediar   caminhos para a melhor percepção do mundo real. Impossível prescindir desse instrumento como parte integrante dos novos mecanismos de comunicação e informação. A complexidade dos grandes desafios pedagógicos na atualidade, requer a disseminação dos processos que foram desenvolvidos na área tecnológica, para que estes,  sejam apropriados em toda dimensão do ensino-aprendizagem com a eficiência e a racionalidade que a estrutura da educação requer.

Pensar esses desafios, é colocar na centralidade da luta pelo ensino e na educação como aspectos mais amplo, o papel que cabe ao professor. Só poderemos atingir níveis razoáveis no desenvolvimento da educação brasileira, se levarmos em consideração a valorização do profissional da educação, a sua melhor qualificação, para que ele atinja uma sólida formação intelectual que o habilite  lançar mão dos instrumentos que lhes são disponibilizados no mundo contemporâneo e utilizá-los com eficiência, bom senso, responsabilidade e compromisso para que de forma consciente e questionadora, eduque para a transformação da nossa realidade. Parafraseando o “Velho” Marx, ao educador, não lhe é suficiente apenas interpretar o mundo, mas cabe-lhe também, ajudar na sua transformação. 

Edilson Lobo do Nascimento

Professor do Departamento de Economia da Universidade Federal de Rondônia – UNIR

[email protected]

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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