Painel Político passa a publicar “Reminiscências”, de Amadeu Machado

Advogado e ex-conselheiro do TCE Amadeu Machado

O site Painel Político passa a publicar os textos do advogado e ex-presidente do Tribunal de Contas de Rondônia Amadeu Guilherme Matzenbacher Machado. “Reminiscências” são memórias de Amadeu, pioneiro em Rondônia e ocupou diversos cargos, como advogado do INCRA, Chefe da Casa Civil do Governo do Estado e Conselheiro do Tribunal de Contas.

   O Ney acordou no meio do rio, a barraca virou colchão e a malária fez um strike

Era o verão de 1976.
O Décio comprou uma barraca de camping, dessas de última geração. Tinha três quartos, só faltava ter suíte.
Precisava inaugurar o equipamento e para isso organizamos uma pescaria.

Arrumamos uma caminhonete, sei lá se F 1000, ou D-20, um barco de aluminio e um motor de 25 hp.
Fomos aos supermercados Teixeira e Melhoral, onde compramos as provisões para a aventura: 1 kg de tudo, arroz, feijão, acúcar, sal, carne, tomate, um isopor de 120 litros, bastante gelo e uma montanha de cerveja.
Integravam a equipe o dono da barraca, Décio Bueno, que também tinha uma Winchester, Ney Leal (grande pescador, caçador e dono de inesgotável repertório de mentiras), Nahim Aguiar, amazônida puro, lá de Altamira/Pará, criado nas barrancas do Xingu, o Afonso, pau prá toda obra e eu, neófito pescador.

Saímos de Porto Velho bem cedo, para evitar a nuvem de poeira que se transformava a estrada, a nossa BR-364. Depois de uma hora e pouco já estávamos no distrito de Candeias, onde nos esperava o Afonso, já que ele morava naquela vila.
Seguimos viagem. Mais duas horas e chegamos à ponte do São Pedro.

São Pedro era um seringal já desativado, que tinha sido comprado por uma viúva gaúcha. Quando por aqui esteve um sobrinho dela, conheceu o Ney, que advogava com o Fouad, e o contratou para administrar o Seringal.
Este administrar significava pagar a um empregado, que fosse bom mateiro e circulasse pela propriedade, que tinha uns 60 mil hectares, para identificar e prevenir alguma invasão.

A ponte do São Pedro era de concreto, na BR-364, e dava passagem sobre o Rio Jamari.
Mais tarde, com a construção da hidrelétrica de Samuel, essa ponte ficou embaixo d’água e lá deve estar até hoje. Provavelmente a tenham destruído, enquanto a rodovia passou a ter um novo traçado, para contornar o lago provocado pela represa.
O Afonso, no caso, era o mateiro contratado pelo Ney, que fazia a segurança do Seringal. Nós todos morríamos de rir porque o Afonso, mesmo sendo um caboclo muito forte, era de uma simplicidade e generosidade tocantes, ao mesmo tempo em que tinha medo de tudo. Mas era muito medo, de visagem, de bicho, de índio e por aí vai.

Chegados à ponte, o barco, o motor, a tralha, a barraca, o combustível foram transportados barranco abaixo pelo Afonso, é claro.
Na verdade o Nahim deu uma ajuda boa, porque ele sempre teve essa catacterística de ser muito solidário.
Eram cinco homens e mais aquela tranqueirada toda em cima de uma voadeira, com motorzinho de 25 e subindo o rio. Dá prá imaginar que em vez voar, nos arrastávamos rio acima.

Subimos uma hora e pouco e a fome bateu. Na época as praias do Jamari eram formosas e maravilhosas. Areia bem branca e fininha, igualzinho areia do mar. Encostamos numa daquelas praias e devoramos pão, salsicha, presunto, queijo, tomate e cerveja para empurrar aquilo tudo para o estômago.

Muita conversa, e a euforia já havia tomado conta de todos, pela quantidade de cervejas ingeridas.
Mais duas horas e chegamos ao paraíso.

A praia mais linda que já tinha visto na minha vida. Dentro e uma enorme faixa de areia tínhamos, de um lado mata amazônica virgem, do outro o rio Jamari, maravilhoso, água cristalina, quentinha, correndo mansamente. Na outra margem floresta densa.
Afonso e Nahim descarregaram o barco. O Décio cuidava da barraca, do isopor, e de vez em quando dava um tiro com o rifle novo, enquanto Ney e eu tínhamos a mão congelada de segurar latinhas.

Já devia ser umas 4 horas da tarde e resolvemos montar a barraca, enquanto tínhamos a luz do dia.
Desenrola aquela montoeira de pano e estende na praia.

Cadê o manual de instruções? Cadê? cadê? … Está aqui, disse o Décio.
Crava uma estaca aqui, outra ali, outra mais adiante… não aí não, vira para o outro lado, isso, não, não…
A estrutura para levantar a barraca deve ser isso aqui; é deve ser, sei lá…
Encaixa isso aonde? No teu…

Pô assim não dá, além de não ajudar fica atrapalhando, sai daí seu pinguço. Não pisa no pano cara!!!!
Vira tudo para o lado de cá.
Caramba Décio, essa coisa é tua e tu não sabes nada e quando dá palpite tá errado.
O suor escorria porque, mesmo já se recolhendo o sol, o calor era intenso.
De repente diz o Ney, depois de muito gritar com todos e com cãibra no braço de segurar latas.
Vou dar uma dormida, porque à meia-noite eu vou caçar paca.

Fez um travesseiro com areia, deitou e, como sempre acontecia, ao recostar a cabeça já estava roncando. E roncava muito…
O Décio e eu sentamo-nos sobre o isopor, já que não havia cadeira ou rede. Bebíamos por música. Quando a minha latinha acabava, a dele também. Jogávamos as vazias fora, erguíamos o corpo o suficiente para liberar a tampa do isopor e pegávamos outras duas, bem geladas. Sincronia perfeita.

Havia uma fogueira no meio do projeto de acampamento, onde ardiam pedaços grandes de árvores.
Estávamos ali a contemplar o fogo que crepitava, enquanto Afonso e Nahim erguiam e desmanchavam a enorme e catastrófica barraca pela enésima vez.
Perto de nós dormia o Ney.

O Décio é um cara muito irrequieto e está sempre arquitetando alguma coisa, que normalmente não há de ser boa para alguém.
De repente ele se levanta, caminha em direção à fogueira, pega um pedaço de madeira em chamas e o arrasta para bem perto do Ney.
Entendi a mensagem e fiz a mesma coisa. Em cinco minutos a fogueira estava colada no pobre coitado que dormia, roncava e suava, mas suava muito. Parecia que as gotas de suor eram expelidas sob pressão.
Aí a derradeira maldade.
Já anoitecera.

Décio pede para Afonso e Nahim não fazerem barulho. Combinamos que no três nós começaríamos a bater com força na caixa de isopor e a gritar “onça, onça, corre, olha a onça!!!!”.

No três tudo aconteceu. O nosso soneca deu um salto na horizontal de um metro e meio, ainda dormindo, com certeza, mas enlouquecido com a gritaria se pôs de pé e danou em desabalada carreira na direção do rio, onde entrou e no contato com a água, já pela cintura, foi que ele despertou.
O Afonso rolava de rir na areia e nós não deixávamos por menos.
Claro que tivemos que esconder a espingarda e as facas por algum tempo.
E a barraca permanecia estendida no chão.
Um dos três quartos dela estava levantado pela metade.
O Nahim preparou alguma coisa para comermos e o Ney se retirou para tentar caçar uma paca.
A lua cheia parecia um farol.

Nós ficamos por ali, atiramos umas linhadas no rio, mas, se bem me lembro, não tínhamos isca nenhuma, talvez nem anzol.
A cerveja foi escasseando, o sono chegando, mas ninguém queria dormir, com medo da vingança do “macaco”, que ainda estava muito brabo com a nossa brincadeira.

O cansaço, por fim saiu vencedor. Lá pelas tantas o Ney voltou da frustrada caçada e chegou jogando areia em todos, houve correrias e tombos, mais algazarra e em seguida todos estavam adormecidos, entorpecidos.
No dia seguinte resolvemos voltar para casa.
A vontade era de jogar no mato aquela porcaria de barraca, mas a trouxemos de volta. Isopor vazio, combustível acabando e navegando rio abaixo, levamos menos da metade do tempo para chegarmos à ponte do São Pedro, embora houvesse uma carga extra a bordo.

Afonso carrega tudo barranco acima, com a permanente solidariedade do Nahim. Ajudamos a puxar o barco e subi-lo na caçamba da caminhonete, porque eles dois não davam conta. Tudo arrumado, volta prá casa.
Em Candeias joga o Afonso para fora; ele sai dando risada e com uma derradeira latinha na mão, que ele tinha escondido. Quase voltamos para tomá-la dele, mas o cansaço era maior.
Chegamos em casa. Que coisa boa!

Jogamos a barraca do Décio na calçada e mandamos ele fazer um curso de engenharia.
Passados doze dias o Décio avisa que estava com malária. Era vivax.
Com treze e quinze dias caem o Ney e o Nahim, chegando notícia do Candeias que o Afonso também estava doente.
Eu a rir deles.

Pois no décimo-nono dia a minha apareceu e veio muito forte. Dor de cabeça horrível, febre altíssima, dor no corpo todo, náusea permanente.

Assim a maleita derrubou todos os pescadores, num verdadeiro strike.

Ia-se à SUCAM, fazia-se a lâmina, vinha o resultado e o medicamento era entregue. Em alguns casos os agentes da SUCAM se deslocavam até a casa do paciente para fazê-lo tomar o remédio.

Para nós eles entregaram 10 pastilhas de cloroquina e 14 de primaquina. No primeiro dia tomava-se 4 cloroquinas e nos dois dias subsequentes mais três, ou seja, esquema de futebol moderno na época, 4/3/3.
Depois, para manutenção, uma primaquina por dia, durante 14 dias. Pronto, estava curada a malária.
Nós já consorciávamos a primaquina com whisky ou cerveja, fato que até hoje põe nosso fígado em polvorosa.
Nunca soube se algum dia alguém conseguiu montar a barraca do Décio, ou se ele tocou fogo nela, depois da vergonha que passou com aquele fenômeno de tecnologia.

Entre mortos e feridos todos se salvaram.

De qualquer maneira foram bons e gloriosos dias que nós passamos, em uma aventura rústica e pura, no estreito contato com a exuberante natureza, que sobre nós despejava incensos incessantes de felicidade e alegria de viver.
Que enorme saudade!!!

Era para terminar aqui mais essa reminiscência, porém achei por bem consultar aos parceiros da história e, usufruindo dessa maravilha que é a informática, pude obter as declarações deles, exceto do Afonso, com quem não tenho contato há muitos anos.
Vejam só o resultado dessa interatividade.

Mandei o texto para meus companheiros dizendo-lhes:
Se contiver algum lapso de memória, algo relevante que esqueci, relato incorreto de alguma coisa, peço que me ajudem. Ao mesmo tempo que me autorizem publicar.

Primeira resposta foi do Décio, que se manifestou assim:

“É impressionante a facilidade com que voce reduz a termo seus pensamentos. Gostaria que me tivesse dado Ele esse dom. E fazendo agora uma rápida viagem pelos nossos 36 (trinta e seis) anos de amizade, não me lembro de um momento sequer que não tenha valido a pena. Um grandiosíssimo abraço amigo, parabéns! Lembro-me perfeitamente de todos estes momentos e, lendo sua matéria, a impressão que se tem é de que foi ontem”.

Depois o Nahim apareceu para dizer:

“Pô Amadeu, que bacana… Parabéns pela sua iniciativa em escrever um pouco de nossa saga amazônica; acho que temos muita coisa prá contar e precisávamos marcar um encontro para um dia reavivarmos as nossas aventuras, pois muita coisa do que vimos por aqui não existe mais, o progresso chegou e a beleza natural de nossos rios e florestas estão desaparecendo.
Um abraço em todos vocês”.

Mas essas palavras não me satisfizeram. Eu queria a colaboração deles para acrescentar mais algum fato que teria ocorrido e eu pudesse ter esquecido.
Pois o Décio entendeu o recado e começou a incendiar a história, mas de forma mineiramente buliçosa, como sempre. Disse ele:

“Foi um momento mágico a leitura da narrativa de nossa pescaria, nos idos de 1976. A saudade, que já era grande, ficou ainda muito maior. Marquemos logo uma data como sugere o Nahim.
Aproveitando, não podemos esquecer que o nosso polido amigo Afonso conseguiu, com um só braço, embarcar um jacaré de mais ou menos 170 (cento e setenta) quilos, quando todos achavam que o Ney tinha conseguido a proeza de acertá-lo com um só tiro, em razão da distância, depois do jacaré ter mordido o cano da arma”.

Eu fiquei estupidificado, pois minha memória não registrava absolutamente nada desse evento narrado rapidamente pelo Décio.
Caramba, foi abatido um jacaré com 170 quilos e eu não lembro!! Oh danada da pinga!!!
Tinha que esclarecer essa história de qualquer maneira. O Décio ficou ciscando e atiçava o Ney; o Nahim também não dizia nada. Na verdade ele disse sim, mas se reportou a um outro evento, no qual eu não estava junto. Disse o caboclo paraense:

“Temos muitos episódios pitorescos prá relembrarmos. Vou ligar pro Afonso para marcarmos um encontro antes do Natal e posteriormente combinaremos o local.
Ah! me lembrei de uma dessa aventuras quando estávamos no Jamari e pousou no rio um mergulhão; o Ney empolgado resolveu dar um tiro com uma 16 e esqueceu do “coice”; não deu outra… ele atirou e caiu no convés do barco, rsrs”.

Mas eu queria saber era do jacaré. Insisti, mexi com o Ney, também o Décio, pedindo a ele que relatasse essa parte que eu não conseguia lembrar de jeito nenhum.
Enfim ele se manifestou e, como sempre, com aquela fidalguia que o caracteriza, dizendo para mim:

Pô, galego, agora você virou fantasma de museu?!?
Só fica lembrando de coisas do século passado?!? Toma juízo, te enquadra, te ocupa, compra azulão ou qualquer similar…
Mas manda ver. Publique”.

Nada do jacaré. Comecei a desconfiar que eles estivessem armando para mim. Continuei a insistir, já de uma forma mais agressiva, dizendo ao Ney, que todos sabem tem o apelido de “Macaco”, desde priscas eras, que ele tinha a obrigação de contar esse causo.
Por fim, dada a insistência minha o Ney acabou abrindo a história. Vejam só o que ele narrou:

“Esta história de jacaré é “papo frio de mineiro”. A mesma aconteceu em outra oportunidade, em que Amadeu não estava, e foi igualmente no Jamari. Pescamos, durante o dia, vários poraquês os quais, por segurança, não foram devolvidos ao Rio em razão do risco de choques na retirada do anzol.
Foram colocados ao longo da praia, nas imediações do acampamento. À noite a temperatura esfriou consideravelmente e nos deitamos em redor da sagrada fogueira, sendo que o Abdiel optou por escavar um buraco na areia e acomodou-se.
Pela manhã, bem cedo, com uma ligeira bruma pairando sobre o poço formado na curva do Rio, levanto-me e não consigo localizar o Abdiel. Ao lado do buraco em que se deitara, contudo, estavam os rastros de um gigantesco jacaré, com quase um metro de peito, sendo perfeitamente visível o risco deixado pela enorme cauda e as pegadas de mãos e pés. Nada dos poraquês e, muito menos, do Abdiel que simplesmente sumira. A gritaria foi geral – estávamos Décio, Afonso, Nahim e eu – e ficamos horrorizados com a aparente tragédia.

Depois de muito gritarmos chamando pelo Abdiel, além de uma detalhada busca no local, eis que surge o filho da puta dando risada, vindo da mata, onde fora aliviar-se.

A sorte do negro é que não havia nenhuma corda capaz de suportar seu peso; senão o linchamento seria inevitável.
De qualquer sorte, todo mundo prá dentro do Rio eis que o susto fez com que todos necessitassem de um bom banho, incluindo a lavagem de calções e bermudas …

O que ocorreu na pescaria “da barraca” foi que Nahim passou, desde a noitinha até perto de 22:00h., perdendo a fisgada de um “peixe”, enquanto todos desfrutavam da sensação ímpar da pescaria frutuosa. A gozação era geral…

Em dado momento, o “negão do Xingu” logrou acertar o golpe e a linha correu em suas mãos com força e velocidade impressionantes, fazendo-o pedir ajuda aos companheiros… No rio, o banzeiro era incrível e Afonso, entrando no Rio, identificou a criatura e, jogando-se sobre a mesma, logrou “virar” uma enorme tartaruga, das maiores que já tinha visto e que até hoje vi e, afnal, conseguimos, com grande esforço coletivo, depositá-la, aos “trancos e barrancos”, para a segurança da praia.
A partir daí, então, não teve quem conseguisse aguentar o Nahim que “trovou” mais do que uma seleção dos maiores repentistas nordestinos…

Pois é, foi isto.

De qualquer sorte, a tartaruga proporcionou, na época do natal, uma festa excepcional de confraternização, realizada na residência do inesquecível Djalma Reis (nas redondezas do Instituto Laura Vicuña), filho do Coronel Otávio Reis, sabidamente um dos maiores seringalistas da Amazônia Ocidental, dono de intermináveis seringais em toda a “ponta do Abunã”, inclusive em terras da vizinha Bolívia”.

Agora minha reminiscência ficou completa e rica em detalhes.
De fato não tinha como eu lembrar do jacaré.

Não sei se foi maldade do Décio, Mas, maldade mesmo seria com o jacaré se ele tivesse comido o Abdiel.
Da tartaruga eu lembrava, mas fiquei amoitado porque nos tempos que correm não é politica e ecologicamente correto contar que pescamos um quelônio com mais de 60 quilos e o transformamos em suntuoso banquete de natal. Ele é a carga extra que mencionei.
Relevem, meus caros, lembrando que estávamos no ano de 1976. Nós éramos tão poucos diante da exuberância e da enorme quantidade de espécimes que a mãe natureza nos oferecia para saciar a fome, que não se cogitava pudesse haver risco de extinção das tartarugas na amazônia.

Hoje a população se multiplicou exponencialmente e a caça predatória, não só das tartarugas como dos milhares de ovos que elas depositam, fez com que essas ações fossem criminalizadas, importando em que nossos filhos e netos não possam compartilhar dos prazeres de mesa que nós, pioneiros, tivemos.

Agradeço aos meus queridos amigos, que foram valiosos nas alegrias do passado e agora ajudaram a recompor a colorida colcha de retalhos que é a vida de cada um e de nós todos.

Obrigado Décio, Ney, Nahim e Afonso, vocês são ótimos.

Até a próxima.

Share This Post

Escrito por on 20 de novembro de 2012. Arquivado em Política, Reminiscências. Você pode seguir as respostas a esse artigo pelo RSS 2.0. Você pode deixar respostas para esse artigo

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>