Moradores de Vila Nova Samuel pedem apoio contra reintegração de posse

 

Preocupados com o risco de um conflito sangrento, além do caos social que pode se instalar na região, um grupo de moradores da Vila Nova Samuel, em Candeias do Jamari, se reuniu nesta terça-feira (5), com o presidente da Assembleia Legislativa, Maurão de Carvalho (PMDB).

Com uma ação de reintegração de posse já determinada pela Justiça, em uma área de 25 mil hectares, que engloba aproximadamente 5,5 mil famílias, sendo 1.300 famílias no distrito, mais aproximadamente 2 mil no entorno e incluindo o projeto Jequitibá, com pelo menos duas mil.

“É uma situação de risco de conflito, com uma grave tensão na localidade, com as famílias vivendo com a ameaça de despejo. A Assembleia é sensível ao problema e estamos buscando o entendimento para que essa reintegração seja suspensa e que haja uma solução para o impasse, sem prejudicar as famílias”, disse Maurão.

Ribamar Araújo afirmou que muitas famílias residem no local há 20 anos.

“Agora, há uma determinação judicial para retirar essas famílias, sem nenhum levantamento social, sem nenhum estudo ocupacional e prejudicando quem trabalhou a vida inteira para construir seu patrimônio, de forma mansa, pacífica e ordeira”, completou.

Participaram da reunião o advogado das famílias, Cristiano Pinheiro; o presidente da União das Vítimas da Reforma Agrária e do Meio Ambiente (Univram), Jânio Lopes, o Zoca; o comerciante Paulo Luiz; Valdir Baltazar, presidente da Associação Aprucajá; Sônia de Farias, Ana Lúcia e Dhuli Eler.

Medo das famílias

“As pessoas estão apreensivas. É bom registrar que trata-se de uma terra da União, ocupada de forma pacífica por gente trabalhadora e que sofre com essa ameaça de despejo”, relatou Zoca.

Segundo ele, em Vila Nova Samuel há escola, posto de saúde, posto de gasolina, serrarias, ruas asfaltadas e um comércio estabelecido. “Não podemos sofrer uma ação dessas, prejudicando quem deu a sua vida para sustentar a sua família, com trabalho”, destacou.

As famílias temem uma operação da Polícia para a reintegração, mas esse processo segue um padrão do Ministério do Desenvolvimento Agrário e há uma série de etapas e de procedimentos que precisam ser seguidos.

“Enquanto isso vamos buscando o remédio jurídico para resolver o impasse, em razão de termos identificado falhas no processo. Estamos confiando na Justiça e no bom senso das autoridades”, completou o advogado Cristiano.

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