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John Wick – Um Novo Dia Para Matar: Keanu Reeves não está para brincadeiras

John Wick 2 é a prova de que não é necessário um roteiro complexo para fazer um bom filme de ação.

Aqui no Brasil, o primeiro filme foi lançado com o título De Volta Ao Jogo, que apresenta um assassino solitário que perdeu tudo na vida e após um tempo fora deste ramo, ele foi forçado a voltar, mas desta vez fazendo tudo por motivos pessoais, Chad Stahelski que dirigiu o primeiro filme, retorna para esta sequência.

Sinopse

Após recuperar seu carro, John Wick (Keanu Reeves) acredita que finalmente poderá se aposentar, entretanto a reaparição de Santino D`Antonio (Riccardo Scarmacio), um antigo conhecido de John, atrapalha seus planos e por conta de uma promissória em nome de Wick, Santino cobra a dívida pedindo que ele mate sua própria irmã, Gianna (Claudia Gerini), por conta da dívida, Wick não tem escolha e é forçado a aceitar o trabalho, mas nem tudo é exatamente o que parece.

Sobre o filme

O interessante deste novo filme, é que ele tem uma cena inicial que fecha totalmente a ponta solta do filme anterior e logo parte para uma nova história, desta vez o clima sombrio estilo Dirty Harry de Clint Eastwood apresentado anteriormente, é deixado de lado, porém mantém os pontos principais que se tornaram característica do filme, mas desta vez apresentados em  um clima diferente, quanto ao roteiro do filme, desta vez é mostrado algo mais forte que vai além de uma simples sede de vingança por parte de Wick, um ponto extra para os personagens coadjuvantes que desta vez tem um pouco mais de destaque, Charon (Lance Reddick),  Cassian (Common), Winton (Ian McShane) e a personagem de  grande destaque Ares (Ruby Rose) que participa de várias das melhores sequências de ação no filme e também o personagem Rei (Laurence Fishburne), um misterioso líder de um grupo que ajuda Wick em uma das situações.

O filme tem um ambiente meramente surrealista, talvez por parte das regras entre os assassinos que desta vez este detalhe é mais explorado que no filme anterior, as cenas de ação são espetaculares e seguem o mesmo estilo do primeiro, talvez um dos erros fique por parte que algumas delas ficaram parecidas demais com cenas mostradas no primeiro filme, mas nada prejudicial (talvez eu que seja exigente demais), a trilha sonora ficou perfeita com total sinergia com as cenas, algo que ajuda muito, assim evita que se torne cansativo, este é um projeto singular que usou bem das artes marciais juntadas com uma incrível utilização de som causando um impacto fora do comum em filmes de ação.

Sobre o diretor, Chad Stahelki era antes um dublê e consultor de lutas para filmes, agora como diretor ele se saiu muito bem nesta franquia, incentivado pelo ator Keanu Reeves que trabalhou com ele antes em Caçadores de Emoção, desde então ele o apóia em seus projetos, parceria que deu muito certo, pois em John Wick tanto o primeiro quanto o segundo, é mostrado um filme elegante e sofisticado sem abusar de clichês e tem um aspecto um tanto caricato e peculiar que dar a impressão de que é uma adaptação de HQ no estilo Sin City de Frank Miller no que fica bastante interessante deixando aquele ar de seriedade um pouco de lado e saindo da zona de conforto.

John Wick – Um Novo Dia Para Matar com certeza vai agradar ao público e que vai se tornar um dos projetos memoráveis na filmografia de Keanu Reeves, pois é uma obra prima dos filmes modernos de ação que respeita os grandes sucessos dos anos 90, ainda tem muito para ser bem utilizado em um terceiro filme que deve ser anunciado nos próximos anos, o filme não é complexo, apresenta uma trama fácil de entender e não fica na mesmice, super recomendo conferir este no cinema.

John Wick – Um Novo Dia Para Matar estreou no dia 16 de Fevereiro nos cinemas nacionais, confira o trailer.

 

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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