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A distância entre Confúcio e a educação – Por Francisco Xavier

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Muita gente não se lembra, mas Confúcio Moura pregava em sua campanha, que a educação seria sua prioridade. Ainda bem, porque se não fosse, a tragédia estaria muito pior. Contra a educação o governador do PMDB fez de tudo, e continua fazendo coisas que levaremos décadas para ver em Rondônia.

Em nome dessa prioridade, Confúcio nunca nomeou um professor da rede estadual como secretário, diminuiu o número de aulas de história no currículo escolar, permitiu desvio de materiais no almoxarifado da SEDUC, desprezou os profissionais da educação e provocou greves, cancelou contratos que o governo tinha para oferecer segurança nas escolas, sucateou as escolas e se dedicou a delirar sobre a educação.

Certa vez, em Ouro Preto do Oeste, num encontro de professores de Língua Espanhola, Confúcio disse que até o final de seu governo, os alunos teriam aula de espanhol todos os dias da semana e os professores de espanhol poderiam visitar as obras de Antoni Gaudi, na Espanha. Tudo papo furado! Imaginem os professores visitando a Europa com os salários pagos pelo governo de Confúcio… Piada pronta! Com certeza seus asseclas guardam até hoje nos anais do estado as gravações deste dia, pois foi tudo devidamente registrado pela equipe de TV do governo, mas duvido que tenham coragem de mostrar para os que não lembram do fato ou não estavam presentes.

Confúcio Moura prometeu construir em Jaci-Paraná a escola dos sonhos… Não passou de delírios! Construir escolas nunca foi mesmo o forte do PMDB, basta lembrar que Raupp governou o estado e sucateou a educação também. A escola do partido de Confúcio é a mentira, a incompetência, o descaso, a desordem…

A prova mais recente da falta de compromisso de Confúcio Moura e do PMDB com a educação é a ideia de criar o ensino a distancia no setor rural do estado. Isso é crueldade! Muitas vezes durante a campanha Confúcio pregou que o estado tem a obrigação de levar o professor até o campo, que o produtor rural precisa de incentivo para morar no campo, que a agricultura é o melhor caminho para um estado crescer… Tudo que ele dizia é verdade, mas ele fez exatamente o contrário: seu governo tenta de todas as formas criar o ensino a distancia, tirar os professores da zona rural, dificultando imensamente a aprendizagem. Com o professor por perto já não é tão fácil fazer educação, imagem dessa forma que Confúcio Moura quer fazer. Aliás, essa ideia não é defendida somente pelo governador do PMDB.

O professor João Ramão Chaves Zarate, que pertence à diretoria do SINTERO e faz parte do Conselho Estadual de Educação é ferrenho defensor da proposta. Isso mostra que João Ramão não tem nenhum compromisso com os alunos do setor rural de Rondônia. Talvez essa atitude do membro do SINTERO seja porque faz vários anos que ele não entra numa sala de aula para trabalhar. Para Ramão, é uma questão de lógica defender o ensino a distância, dada a distância que ele está da educação e dos colegas de trabalho. Vale lembrar que João Ramão, além do salário de professor que recebe sem dar aulas, ainda tem uma gratificação proporcionalmente maior que o salário para ser membro do Conselho Estadual de Educação.

Mas o Conselho Estadual de Educação não tem apenas João Ramão; tem gente séria e gente comprometida com o estado, como é o caso da conselheira Francisca Batista da Silva, que felizmente foi eleita novamente para presidir o CCE. Há, ainda, uma imensa maioria de conselheiros que merecem nosso respeito e que trabalham para o bem da educação, motivo pelo qual podemos esperar coisas boas do órgão.
Confúcio Moura, com certeza, não consultou os produtores rurais sobre essa ideia de acabar com a lotação de professores na zona rural, pois a revolta é muito grande por parte da população que produz alimentos e que perderá o direito de ter o professor para ensinar seus filhos. Ninguém entende por que o PMDB de Confúcio tem essas atitudes. Respeitar os produtores rurais é o mínimo que esse governo deveria fazer, ao invés de tirar direitos constitucionais dos cidadãos. É essa a “nova Rondônia”?

Muita gente deve se perguntar lendo este texto por que até agora não citei o Secretário de Educação. Por uma questão de lógica: o próprio secretário não deve lembrar que ocupa esse cargo, pois até hoje não disse a que veio. As informações que chegam é que ele não costuma demorar muito nas dependências da SEDUC. Absolutamente lógico este fato! Uma pessoa formada em Turismo deve conhecer muitos outros lugares mais interessantes do que a SEDUC para ficar, portanto deixemos esse secretário para outras ocasiões… Tenho dito!

FRANCISCO XAVIER GOMES
Professor da Rede Estadual

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