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Academia de Letras de Rondônia passa a ser sediada na Francisco Meireles

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Por meio de uma parceria firmada entre a Prefeitura e a Academia de Letras de Rondônia (Acler), a Biblioteca Municipal Francisco Meireles passa a tornar-se um espaço privilegiado para o contato da população com os escritores de importantes obras sobre a formação e o desenvolvimento da cidade de Porto Velho. O acordo foi anunciado esta semana pelo diretor da Biblioteca, Adson Kleber, estando presentes os acadêmicos Dante Ribeiro (presidente), William Martins (vice-presidente), Yêeda Borzacov, Lúcio de Albuquerque, Samuel Castiel Júnior e Abnael Machado de Lima.

De acordo com Willian Martins, a antiga sede da Academia, na Biblioteca Pontes Pinto, foi destinada para uso da Secretaria Estadual de Planejamento (Seplan), dessa forma, as reuniões passaram a ser realizadas nas residências dos acadêmicos. “Quando soubemos que a Francisco Meireles havia sido restaurada, resolvemos procurar o Adson com a proposta de que a Acler pudesse ter aqui um lugar permanente. A proposta foi bem acolhida e agora aguardamos somente a elaboração dos termos do convênio com a Secretaria Municipal de Educação (Semed) para sabermos se a sala nos será consignada apenas durante o mandato da atual Gestão Municipal ou por tempo indeterminado”, explicou.

Dante Ribeiro declarou perceber melhor acolhida à Acler por parte das instâncias de governo. “Pela primeira vez a Academia se sente realmente prestigiada pela Prefeitura com a destinação desta sala. O Governo do Estado de Rondônia, também neste ano, surpreendeu ao apoiar nossa presença na Bienal do Livro, na cidade do Rio de Janeiro. Foi alugado um stand e cedidos servidores para o atendimento. Agora, a Prefeitura possibilita voltarmos a ter nosso espaço próprio. Creio que esses gestos sinalizem uma melhor atenção para uma instituição que trabalha pela intelectualidade no estado há mais de vinte anos”, ressaltou.

Doações de ar refrigerado e de outros equipamentos foram conseguidos e a 17ª Brigada de Infantaria de Selva, por meio do comandante General Ubiratan Poty, assumiu o compromisso de cooperar com os trabalhos de reforma. Assim, a sala poderá acolher todo o acervo da Acler e, diariamente, quem quiser consultar algum acadêmico  sobre assunto referente à sua produção literária ou sobre outros pontos concernentes às atividades da Academia poderá ser atendido. As reuniões ordinárias acontecerão mensalmente no espaço do auditório. Outras atividades estão sendo pensadas, incluindo a que está em fase de conversação com a presidente da Fundação Cultural (Funcultural), Jória Lima, que propõe a realização de um Café Literário Mensal.

A Academia, segundo explicou Dante Ribeiro, tem realizado muitos eventos culturais e lançado diversos livros ao longo dos últimos cinco anos, embora lute contra a falta de recursos. “Temos tido grandes dificuldades com espaço para a realização de eventos. Anualmente, tem acontecido uns quatro ou cinco lançamentos de livros. No dia 1º de novembro próximo, será lançada uma nova obra da professora Sandra Castiel, que também é acadêmica.

O lançamento está marcado para acontecer na Ivan Marrocos, porque não tínhamos ainda este espaço. A partir de agora, todos os nossos livros serão lançados aqui. É possível também que implementemos um novo serviço, o de submissão de trabalhos para que novos livros sejam lançados com a chancela da Academia. Talvez possamos fazer isso por meio de um edital anual para escritores interessados em terem seus trabalhos analisados pelos acadêmicos. Podemos pensar num sistema pelo qual a obra seja identificada não por nome, mas por numeração, de forma que não exista possibilidades de preferências, simpatias ou antipatias influírem nesse trabalho”, destacou Ribeiro.

Entre as atividades pensadas para tornar a presença da Acler bastante dinâmica na Biblioteca, Yêda Borzacov propõe a realização de uma atividade sobre a vida e a obra de Francisco Meireles, que é também patrono da Academia. “Há também outros nomes que podem ser homenageados. Nomes que ficaram pouco conhecidos do grande público, mas que realizaram trabalhos interessantes pelo estado e pela cidade de Porto Velho” afirmou.

Para o diretor, Adison Kleber, todos tem muito a ganhar com a presença da Acler na Biblioteca Francisco Meireles. “É uma honra receber aqui esses escritores tão importantes para a cultura do estado e do município. A Biblioteca tem muito a ganhar com o trabalho deles. Valorizar os escritores é uma das funções de uma biblioteca, mas neste caso específico, significa para nós também a realização de uma grande satisfação, porque esses escritores têm influência muito positiva na nossa própria formação como leitores da literatura local, assim, é muito grande a nossa satisfação com este momento”, finalizou.

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