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Acampamento de desabrigados pode estar superfaturado, diz presidente da ALE

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O presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia, deputado Hermínio Coelho (PSD), disse hoje, que além dos encaminhamentos cobrando responsabilidades por crime contra a humanidade, ao jogar num verdadeiro inferno, os desabrigados da enchente do Rio Madeira, também estará efetivando ações no sentido de se apurar os gastos com esta empreitada desastrosa, por possível favorecimento a corrupção.

De acordo com o presidente da ALE, deputado Hermínio Coelho é preciso fazer o comparativo entre os gastos com alimentação, energia elétrica, aluguel de tendas, pagamento de serviços com pessoal, e o simples pagamento de um auxílio aluguel.

Explica o deputado que o pagamento de um auxílio aluguel em torno de R$ 600 por família, seria menos oneroso, do que se gastar uma fortuna com refeições, aluguel de tendas e outros serviços. Além disso, complementou, “o Governo terá que desembolsar muito dinheiro para pagar refeições sem qualidade”.

Segundo cálculos baseado no número de abrigados no já denominado centro de extermínio dos desabrigados da cheia do Rio Madeira, o Governo pagando um auxílio aluguel, gastaria em torno de R$ 150.000,00 por mês, bem inferior aos gastos atuais. Para o deputado Hermínio Coelho fica bem caracterizada com esta situação a indústria da corrupção, por negligência, incompetência ou conivência dos gestores públicos. “Alguém está ganhando com o sofrimento desta gente, e tirando proveito político e financeiro”, observou o parlamentar.

“Enquanto o Governo desperdiça dinheiro, as pessoas estão sendo maltratadas, crianças passagem fome, desabrigados são constrangidos e ameaçados, e o local após o abandono da segurança interna, virou ponto de encontros sexuais e de consumo de drogas”, declarou o presidente da ALE.

Ao reportar-se sobre a visita ao Parque dos Tanques (dia 06 de abril), o deputado Hermínio Coelho disse que a situação é de selvageria e de total irresponsabilidade, pois pessoas se encontram expostas a situações humilhantes, onde falta respeito, dignidade, as mulheres não têm privacidade e a bandidagem toma conta.

Ao manter contato com os habitantes do local, os parlamentares ouviram diversos relatos dramáticos. Uma mulher denunciou que as crianças só têm direito a almoço e jantar se estiverem acompanhadas do pai ou mãe, e como ela trabalha, seu filho fica sem almoço, pois os servidores do Governo Estadual se negam a entregar sua refeição.
Uma outra moradora que anteriormente morava no bairro do Triângulo disse que antes o marmitex vinha com barata e outros insetos, e que agora, a comida vem crua e todo dia é frango. Além disso, prosseguiu, se sumir um garfo, todos são reunidos, humilhados e ameaçados de que caso o garfo não reapareça, o jantar ou o almoço será suspenso.

Outro morador do “campo de extermínio”, J. que morava no bairro do Areal disse que os moradores do local são constantemente constrangidos e ameaçados de serem desligados do Programa de Habitação. Uma moradora procurou os parlamentares para reclamar da falta de privacidade, onde as mulheres são obrigadas a tomarem banho de roupa. Em seguida levou os dois deputados até a lavanderia do local, onde a água encontra-se empoçada, comprometendo a segurança e a saúde das pessoas que se utilizam do local.

Em geral, os moradores reclamaram aos parlamentares o seguinte: do calor insuportável existente no local, principalmente durante o dia; da retirada do policiamento, inclusive da vigilância eletrônica; do uso de barracas desocupadas para orgias sexuais e em local para consumo de drogas; da ausência, negligência e omissão das autoridades do Estado e da Prefeitura; e do cenário de abandono e de agressão.

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