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Acordo entre Temer e Estados não existiria com Dilma, diz colunista

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Um acordo desse teor feito pela equipe de Dilma seria capaz de gerar uma “tempestade de reações negativas do mercado financeiro, do empresariado e da opinião pública”, disse o colunista Kennedy Alencar

O presidente interino, Michel Temer, conseguiu fechar um acordo com os Estados graças a sua equipe econômica. De acordo com o Blog do Kennedy, o acordo fechado jamais poderia ser firmado pelo time econômico da presidente afastada, Dilma Rousseff. Isso porque Dilma perdeu a credibilidade fiscal no primeiro mandato.

O colunista destaca que Henrique Meirelles era o ministro da Fazenda que o ex-presidente Lula queria que Dilma nomeasse justamente para poder melhorar as expectativas econômicas. Na opinião de Kennedy, a credibilidade de Meirelles e da equipe econômica atual foi a responsável pela realização do acordo com os Estados.

Ainda segundo o colunista, um acordo desse teor feito pela equipe de Dilma seria capaz de gerar uma “tempestade de reações negativas do mercado financeiro, do empresariado e da opinião pública”.

O blog destaca que o benefício aos Estados com o acordo é imediato. No entanto, a contrapartida vai depender de aprovar uma regra para estender aos Estados o limite de crescimento das despesas que a União quer implementar para ela mesma com a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que enviou ao Congresso. “É uma contrapartida necessária e que, com o benefício dado aos governadores, deverá ganhar apoio para ser aprovada pelo Congresso”, escreve Kennedy.

O colunista recorda que, segundo o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o acordo com os Estados resultará num impacto de R$ 20 bilhões, já previsto na estimativa de deficit de R$ 170,5 bilhões da União neste ano. No entanto, Kennedy ressalta que essa conta pode chegar a R$ 30 bilhões com socorros pontuais que ainda poderão ser feitos, como o que está prometido ao Rio de Janeiro para evitar colapso nos Jogos Olímpicos.

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