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Acre continua isolado por via terrestre

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A BR-364 na altura de Mutum-Paraná, a cerca de 170 quilômetros de Porto Velho, segue fechada para o tráfego, mantendo isolado o vizinho Estado do Acre. Segundo o inspetor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), João Bosco Ribeiro, uma equipe vai avaliar as condições mas o nível de água na estrada aumentou. Durante a manhã, oscilava em 60 centímetros com correnteza. Na Capital rondoniense, o nível do Rio Madeira chegou aos 18 metros acima do normal, segundo dados das 8 horas da Agência Nacional de Águas (ANA), aumentando ainda mais a preocupação das autoridades. Já são mais de 1.340 famílias desabrigadas.O coordenador estadual da Defesa Civil em Rondônia, coronel Lioberto Caetano, confirmou na manhã desta quinta-feira (20), que um grupamento de trinta bombeiros da Força Nacional deve desembarcar nas próximas horas em Porto Velho, para reforçar o atendimento as vítimas da enchente no estado.

Ao lado dos superintendentes da PRF, Simões Alvarez, do DNIT, Antônio Gurgel, do secretário de Segurança Marcelo Bessa, do comandante da Policia Militar, coronel Paulo César de Figueiredo e do major Alberto Ramos, da 17ª BIS, Caetano concedeu uma entrevista coletiva na sede do comando do Corpo de Bombeiros, onde atualizou também, os números atuais sobre o desastre natural.

Segundo a Defesa Civil, 1.336 famílias estão desalojadas e desabrigadas pelas enchentes em Porto Velho, Jacy Paraná, Guajará Mirim, Nova Mamoré e Ponta do Abunã. Nesta quinta-feira, o Rio Madeira atingiu 17,93 metros, cota nunca registrada, e segundo Caetano, as previsões apontam uma estabilização por um período de até 72 horas, o que não seria nada favorável para o quadro atual, uma vez que o ideal seria o nível baixar, “porque o caos continua”.

Abastecimento

No final da tarde da última quarta-feira (19), a coordenação da Defesa Civil reuniu-se com representantes de todas as empresas que transportam e distribuem combustível e gás de cozinha para a região. As empresas anunciaram o retorno das operações, que chegaram a paralisar em 100% no final da semana passada, e agora operam com normalidade, o que segundo a Defesa Civil, afasta qualquer risco de desabastecimento desses produtos.

Nesta reunião, disse o coronel Caetano, a Defesa Civil pediu prioridade para o atendimento as empresas que abastecem as cidades de Nova Mamoré e Guajará Mirim, além da frota que atende as cidades do Acre. Na região do Guaporé, a Defesa Civil estima que cerca de 70 mil pessoas estejam afetadas diretamente pela cheia.

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