Acusado de sonegação, Cristiano Ronaldo quer deixar o futebol da Espanha, diz jornal

Cristiano Ronaldo pode estar perto de rescindir contrato com o Real Madrid.  Acusado pelo Ministério Público da Espanha de sonegar 14,7 milhões de euros (cerca de R$ 52 milhões), o português se diz vítima de perseguição no país e, de acordo com o jornal A Bola, deve anunciar em julho sua decisão de abandonar o futebol espanhol.

Atualmente com a seleção portuguesa para a disputa da Copa das Confederações na Rússia, que começa neste sábado, 17, o jogador não deve nem retornar à Madri, de acordo com o portal de notícias Record, de Portugal.

A diretoria do Real Madrid, que já tinha defendido Cristiano Ronaldo na última quarta-feira, 14, um dia depois da acusação do MP da Espanha vir à tona, está tentando convencer o jogador a ficar no clube e espera que ele desista de abandonar o futebol espanhol, de acordo com o jornal Marca.

Cristiano Ronaldo está sendo acusado de cometer quatro delitos contra a Receita da Espanha entre os anos de 2011 e 2014, que supõe “uma fraude tributária de 14.768.897,40 euros”, de acordo com o Ministério Público do país em comunicado divulgado na última terça,13.

A procuradoria de Madri acusa Cristiano Ronaldo de utilizar “uma estrutura corporativa criada em 2010 para esconder do fisco as rendas oriundas dos direitos de imagem na Espanha, algo que supõe uma violação ‘voluntária’ e ‘consciente’ de suas obrigações fiscais na Espanha”.

Em um contrato assinado em junho de 2009, Cristiano teria simulado ceder seus direitos de imagem a uma empresa com sede nas Ilhas Virgens Britânicas e da qual era o único sócio. Esta empresa, por sua vez, cedeu os direitos a outra empresa com sede na Irlanda e com nome de Multisports&Image Management LTD que, de fato, se dedicou à gestão e exploração dos direitos de imagem do jogador.

A procuradoria espanhola considera que a primeira cessão “tinha como única finalidade a interposição de uma tela para ocultar (do fisco espanhol) a totalidade das receitas obtidas pelo denunciado pela exploração de sua imagem”.

A procuradoria ainda citou como jurisprudência o caso do argentino do Barcelona Lionel Messi, condenado a 21 meses de prisão em regime aberto por sonegar 4,16 milhões de euros (cerca de R$ 15 milhões) em direitos de imagem, entre 2007 e 2009, por meio de um esquema corporativo semelhante.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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