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Acusados de terrorismo presos na Hashtag podem ser soltos com tornozeleiras

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Juiz de Campo Grande pode liberar alguns dos presos a qualquer momento

O jornal O Globo revela que o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Sérgio Etchegoyen, demonstrou desconforto ao ser questionado, ontem, sobre a possibilidade de alguns dos 11 suspeitos de terrorismo presos na Operação Hashtag, iniciada na quinta-feira, serem soltos e monitorados por tornozeleiras eletrônicas.

A informação foi revelada ao jornal pelo juiz da 4ª Vara Criminal da Justiça Federal em Curitiba, Marcos Josegrei da Silva, responsável pela decisão que levou o grupo à cadeia. Mesmo dizendo não entender as razões para uma eventual libertação dos acusados, Etchegoyen evitou polemizar e disse que forças de segurança já monitoram, com o uso de uma tornozeleira eletrônica, um empresário suspeito de terrorismo em Chapecó, em Santa Catarina.

Etchegoyen exaltou a eficácia da Operação Hashtag, realizada pela Polícia Federal, e destacou que os acusados ainda estão presos. Nos bastidores, no entanto, a cúpula da segurança dos Jogos admitiu incômodo com a possibilidade de os acusados serem soltos, embora diga confiar no monitoramento dos serviços de inteligência.

Ao jornal, o juiz Marcos Josegrei da Silva afirmou que se preocupa com o risco de a Operação Hashtag ser confundida com preconceito religioso.

— Dos 12 presos, é possível que não se encontre nada em relação a alguns além de conversas. É possível que polícia e Ministério Público concluam que basta que aquele sujeito seja monitorado por tornozeleira eletrônica para que não chegue perto da Olimpíada ou de aeroportos, por exemplo. O risco fica bem diminuído — disse o juiz.

A recente escalada de atentados terroristas, incluindo os de Munique, na Alemanha, e Cabul, no Afeganistão, deixou em alerta as forças de segurança dos Jogos. Também presente na solenidade de ontem, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, classificou os últimos ataques como “uma febre” e disse que o país precisa “redobrar esforços” e se preparar “para o convívio com situações e eventos que vieram para ficar”.

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