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Advogada acusada de mandar matar o marido em Cacoal sentará no banco dos réus

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O juiz Carlos Roberto Rosa Burck, da 1a Vara Criminal de Cacoal, pronunciou a advogada Vera Lúcia Nunes de Almeida, o suposto amante dela, Sóstenes Alencar ferreira, Cássio de jesus Claros e Jonas de Freitas, que agora serão submetidos a julgamento no Tribunal do Júri acusados de participação no assassinato do advogado Valter Nunes de Almeida, na época, presidente da subseção da OAB naquele município.

Segundo o que ficou apurado, os acusados Jonas e Cassio foram contratados por Vera, mulher do advogado, e Sóstenes, mediante a promessa de pagamento no valor deR$ 300.000,00 para matarem a vítima Valter Nunes de Almeida.

Testemunhas disseram que Vera e Sóstenes eram amantes, inclusive, segundo elas, tendo participado de orgias sexuais com prostitutas. Sóstenes, além de amante de Vera Lúcia, seria homossexual, saindo com garotas e garotos de programa, em alguns casos, supostamente na companhia da advogada.

Ao tomar a decisão de levar os acusados a julgamento no Tribunal do Júri, pronunciando-os, o magistrado anotou que
a vítima foi atingida por uma sessão de disparos de arma de fogo no momento em que estava descontraída, sentada numa cadeira, dentro da sala do seu escritório, não podendo esboçar qualquer defesa ante a ação inesperada dos seus executores”.

Segundo o inquérito policial, no dia 30 de março de 2007, por volta das 14h50m, no interior do escritório de advocacia situado em Cacoal, na avenida Guaporé, nº 2.757, o denunciado JONAS DE FREITAS, com intenção de matar e em unidade de desígnios e ainda previamente ajustados com os acusados CÁSSIO DE JESUS CLARO, VERA LÚCIA
NUNES DE ALMEIDA e SÓSTENES ALENCAR FERREIRA, efetuou seis disparos de arma de fogo contra a vítima Valter Nunes de Almeida.

Na versão da denúncia, JONAS DE FREITAS e CÁSSIO DE JESUS CLAROS foram contratados por VERA LÚCIA NUNES DE ALMEIDA, viúva da vítima, e SÓSTENES ALENCAR FERREIRA, mediante promessa de pagamento de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais), para que o homicídio fosse concretizado.

Em conformidade com o narrado pelo autor, a pedido dos denunciados SÓSTENES ALENCAR FERREIRA e VERA LÚCIA NUNES DE ALMEIDA o crime foi executado em dia em que a denunciada VERA LÚCIA estava viajando e se encontrava fora do município, sendo que o homicídio foi encomendado para ocorrer no interior do escritório da
vítima, em sua sala, com o fim de dificultar ou tornar impossível qualquer esboço de defesa ante a ação inesperada dos executores.

Conforme planejamento anterior, JONAS DE FREITAS telefonou para o escritório da vítima, agendando horário para atendimento, o que foi confirmado. Em seguida, CÁSSIO, pilotando uma motocicleta de cor vermelha, e levando consigo na garupa o denunciado JONAS DE FREITAS, estacionou próximo do escritório. Após descerem da motocicleta e adentrarem no escritório, CÁSSIO rendeu a  secretária Lidiaine de Queiroz Lima, enquanto o denunciado JONAS DE FREITAS se dirigiu  apressadamente para a sala da vítima e iniciou o cometimento do crime, desferindo os  os tiros que mataram o advogado, que se encontrava descontraidamente sentado na cadeira. Logo  após, os denunciados evadiram-se do local, deixando a vítima sem vida.

Menciona a denúncia que até o momento de sua protocolização ainda não  haviam sido esclarecidos os motivos que inspiraram a conduta dos mandantes do crime, VERA LÚCIA NUNES DE ALMEIDA e SÓSTENES ALENCAR FERREIRA.
Perante a autoridade policial,  CÁSSIO DE JESUS CLARO confessou sua participação na execução do homicídio, delatando seus mandantes e o outro executor, todos denunciados.

Uma prostituta chamada Solange prestou depoimento incriminando os acusados.
De acordo com o inquérito, “Do extenso depoimento conclui-se o conhecimento de Solange acerca do relacionamento entre os quatro acusados, sendo a narrativa que Vera Lúcia contratou os executores Cássio e Jonas por intermédio de Sóstenes. Disse a acusada que a morte do advogado foi tramada no interior de sua casa, entre Sóstenes, Cássio e Jonas. Afirmou que Cássio gastava o dinheiro recebido de Vera Lucia, algumas vezes tendo Sóstenes como intermediário, na própria casa de prostituição mantida pelo depoente. Contou que, antes do homicídio, ao contrário de Sóstenes que era um freguês assíduo e bom, porque gastava bastante, Cássio nunca tinha dinheiro para gastar, situação que se alterou posteriormente ao crime. Aduziu que realizava programas sexuais com Sóstenes e Vera Lúcia, chegando inclusive a se hospedar em um Hotel situado em Vilhena com ambos para esta finalidade”.

LEIA, NA ÍNTEGRA, A SENTENÇA DE PRONÚNCIA

Com informações do Tudorondonia

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