Advogado suspeito de fraude de R$ 8,1 milhões é exonerado da Câmara de Cuiabá

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Advogado suspeito de fraude de R$ 8,1 milhões é exonerado da Câmara de Cuiabá

Francisco Faiad era procurador-geral do legislativo municipal de Cuiabá.
MP diz que parte do dinheiro desviado foi para pagar dívida de campanha.

O advogado Francisco Faiad (PMDB), preso preventivamente nessa terça-feira (14) por suspeita de participar de esquema que teria desviado R$ 8,1 milhões dos cofres públicos de Mato Grosso, foi exonerado do cargo de procurador-geral da Câmara de Cuiabá. O pedido de exoneração foi feito pelo próprio Faiad e aceito pela Mesa Diretora do legislativo municipal, ainda na tarde de terça, informou a Câmara.

Faiad foi preso durante a 5ª fase da operação Sodoma, que teve ainda como alvo o ex-governador Silval Barbosa (PMDB), preso desde setembro de 2015 também por causa de mandado de prisão expedido em função das investigações da Sodoma. O desvio de dinheiro teria ocorrido quando Faiad era secretário de Administração da gestão Silval.

Também foi determinada a prisão de outros três secretários da gestão de Silval: Valdisio Viriato (ex-secretário-adjunto de Transportes), Silvio César Corrêa Araujo (ex-chefe de gabinete do então governador) e José Jesus Nunes Cordeiro (ex-secretário-adjunto de Administração).

A defesa de Faiad nega a participação dele nos crimes e disse que a prisão do ex-secretário foi desnecessária.

Denúncia

Conforme o Ministério Público, o grupo cobrou propina de empresários entre 2011 e 2014 para fraudar licitações, manter contratos com uma empresa de informática e garantir o fornecimento de combustível para a frota do governo. O dinheiro desviado seria das pastas de Administração (atual Secretaria de Gestão) e de Transporte (atualmente Secretaria de Infraestrutura).

A denúncia diz ainda que R$ 1,7 milhão do total desviado foi usado para pagar a dívida da campanha eleitoral à prefeitura de Cuiabá da chapa de Lúdio Cabral (PT), da qual Faiad foi candidato a vice. Lúdio foi um dos conduzidos coercitivamente para prestar depoimento nessa terça-feira.

Outros R$ 916 mil teriam sido destinados à formação de caixa da campanha eleitoral do grupo político de Silval Barbosa nas eleições de 2014, quando Faiad concorreu ao cargo de deputado estadual.

 

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