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Afastamento de Joesley de negócios foi decisivo para delação

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Os acionistas da J&F, grupo que controla a JBS, capitularam e resolveram fazer delação premiada depois que o Ministério Público Federal em Brasília pediram à Justiça que anulasse acordo firmado na Operação Greenfield, que garantia a presença de Joesley Batista à frente do conselho do grupo empresarial. Na ocasião, os investigadores também pediram o bloqueio de R$ 3,8 bilhões das empresas.

O empresário viu o cerco se fechar contra suas empresas, com ao menos cinco investigações sobre seus negócios e as relações com autoridades públicas, o que também influenciou a decisão de colaborar.

A proposta de delação foi levada inicialmente a investigadores da força-tarefa da Greenfield, na Procuradoria da República no Distrito Federal, que levaram o caso à Procuradoria-Geral da República (PGR), por envolver acusações contra políticos com foro privilegiado perante o Supremo Tribunal Federal (STF). As tratativas se deram com colaboradores próximos do procurador-geral, Rodrigo Janot, entre eles o coordenador do grupo responsável pela Lava Jato, Sérgio Bruno.

Por conta da proposta de delação, o MPF desistiu de pedir medidas judiciais contra Joesley na segunda fase da Greenfield, desencadeada em março. No início de abril, a 10ª Vara da Justiça Federal em Brasília determinou o afastamento de Joesley do conselho do grupo.
Outro motivo que influenciou a delação foi o fim do prazo, previsto no acordo, para que a JBS recomprasse ações de fundos de pensão e desfizesse negócios fraudulentos, identificados na Greenfield. O grupo estaria com dificuldades para cumprir o compromisso.

 

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