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Agentes da PF tomam o aeroporto de Porto Velho em Protesto contra inquérito policial

Os agentes, papiloscopistas e escrivães da Policia Federal tomaram de assalto as dependências do aeroporto em Porto Velho, RO, munidos de um elefante branco inflável protestando contra ineficiência do inquérito policial.

O protesto apesar de bem humorado é bem sério. Pois o Brasil junto com outros três países africanos, é um dos quatro países no mundo que ainda mantêm esse modo de trabalho, que, segundo juristas e policiais é fonte de impunidade e demonstra o quão arcaico é o sistema de segurança no país.

Um levantamento da Federação Nacional dos Policiais Federais Aponta que 94% dos inquéritos policiais não são concluídos no Brasil e acabam arquivados.  O diretor jurídico do Sindicato dos policiais Federais de Rondônia, João Bosco Costa, afirma que esse procedimento é falho. “Inquérito não é feito para investigar. A polícia tem que focar na coleta de provas. Quem coordena o inquérito não tem nenhum contato com a investigação”, afirma.

Ele classifica que essa é uma maneira arcaica, burocrática e inquisitorial. “Se você for indiciado no inquérito, você assina uma nota de culpa sem ao menos ter ido a julgamento, sem ter tido chance de defesa. Para que serve isso? O que traz de beneficio a polícia perder tempo e ficar intimando as pessoas para serem ouvidas em delegacias se ao chegar no  juiz elas podem mudar tudo que disseram?”, questiona.

Os protestos de hoje no aeroporto fazem parte da programação nacional de lutas da Polícia federal que está realizando manifestações em todo o país. Amanhã os protestos seguem e os Policiais vão realizar um pedágio entre as avenidas Pinheiro Machado e Marechal Deodoro, no centro da capital de Rondônia.

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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