Ambulâncias do Samu deixam de circular por falta de combustível

Veículos teriam ficado desabastecidos por falta de verba para pagar o fornecedor

A falta de combustível em ambulâncias do Samu, no Distrito Federal, pode ter agravado o quadro de saúde do aposentado Antônio Paiva Filho, que morreu na noite da última quarta-feira (12). Ele sofria de uma doença grave no fígado, que já estava em estado avançado, e precisou ser transferido de uma unidade de saúde em Planaltina para a UTI de outro hospital, localizado no Cruzeiro.

Os familiares solicitaram uma ambulância, mas o veículo custou muito a chegar. Por telefone, o Samu não conseguia dar informações sobre o problema.

À reportagem do G1, o órgão explicou que os veículos ficaram desabastecidos por falta de verba para pagar o fornecedor. A Secretaria de Saúde informou que o empenho de R$ 1,155 milhão foi realizado na última terça e é suficiente para o abastecimento dos veículos da rede pública por 60 dias.

Ainda segundo o G1, para contornar a situação, a filha do aposentado, Shirley Garcia Paiva, se ofereceu para abastecer a ambulância. “É um absurdo as pessoas morrerem por falta de gasolina e você ter dinheiro, mas não poder botar R$ 50, R$ 100 de gasolina no carro”, disse.

O Samu informou que a situação foi resolvida à noite, mas o pai dela acabou morrendo por volta das 23h desta quarta, assim que chegou na UTI.

O Samu possui 37 ambulâncias para atendimento da população e, diariamente, recebe 3,5 mil chamados, de acordo com a Secretaria de Saúde.

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