fbpx

Ana Hickmann quebrou o silêncio em entrevista ao “Domingo Espetacular”, da TV Record, no domingo (22), um dia após o atentado que sofreu em Belo Horizonte, Minas Gerais. No programa, a apresentadora disse que teve “certeza que ia morrer”, no momento em queRodrigo Auguto de Pádua, 30 anos, apontou uma arma em sua direção. “Ele olhava pra mim e não piscava”, contou.

Segundo Ana, ela esperava um funcionário de sua equipe no quarto do hotel quando seu cunhado, Gustavo Correa, apareceu na porta e disse: “Ana, entra. Tem um cara atrás de mim”. “O rapaz entrou com a arma apontada na nuca dele. E assim que o Gustavo deu uns dois passos para dentro do quarto, ele apontou a arma para mim e falou ‘Eu vim acertar com você, sua vagabunda'”, relatou a modelo.

“A primeira coisa que passou pela minha cabeça foi que era um assalto, um arrastão. Eu estava até esperando outras pessoas entrarem atrás para levar tudo que a gente tivesse de pertence, porque afinal de contas é um hotel, passam muitos executivos por ali, muita gente. Eu estava pronta para falar ‘Eu tenho celular, tem quatro, cinco celulares aqui, tem computador, leva tudo, pode levar, leva tudo. Eu estava pronta para fazer isso. Só que ele veio para cima de mim e começou a me ofender, a me humilhar e falar que me conhecia, que eu sabia quem ele era”, contou a apresentadora aos prantos.

“Ele usou palavras, que eu juro que (sic) é difícil de repetir… Ele veio determinado para me matar naquela hora, eu tinha certeza que ele veio para acabar comigo. Na hora que ele entrou, ele foi para um outro lado do quarto e fez com que eu e minha cunhada fossemos para o outro lado da cama. Era um quarto muito pequeno, tinha uma cama de casal. E o tempo todo falando que eu não prestava, que eu era uma mentirosa, que eu correspondi sim durante muito tempo ao amor dele e que de repente eu parei de falar com ele. Fazia menção de Instagram, de rede social, de todas elas, do Facebook, porque sou eu que cuido do meu Instagram, do meu Face… Ele começava a usar certas postagens que eu fiz e perguntava ‘pra quem você fez aquela postagem?’, ‘pra quem você fez aquele biquinho?'”, explicou Ana Hickmann.

Na entrevista, Ana afirmou que Rodrigo ficou com a arma apontada em sua direção o tempo todo. “Ele foi de uma frieza, de uma segurança… Eu já passei por outras situações complicadas antes, tentativa de assalto, mas é engraçado que dessa vez, pela primeira vez na minha vida, eu senti medo e tive a certeza que ia morrer porque ele olhava pra mim, ele não piscava. Ele olhava para mim com ódio, ele falava pra mim com um ódio muito grande… Não gostar de mim, tá tudo bem, a gente entende. Mas sentir vontade real de tirar tua vida. Ele deixou bem claro que pelo fato de eu não ser dele eu não seria de mais ninguém”, explicou Ana Hickmann, contando que não reconheceu em momento algum que ele era o fã que a perseguia nas redes sociais. “Ele não falava o nome em momento algum… Ele falou: ‘Você sabe, sua piranha, você sabe… O único jeito de você sair com vida é confessando, confessa’, relatou.

Ana contou como terminou o atentado que sofreu naquele quarto de hotel. “No que eu virei para falar com ele pela última vez, ele puxou o gatilho do 38… Pelo jeito que o tiro passou do meu lado, ela deve ter feito um movimento para me proteger… Eu estava apagada, mas eu escutava tudo… Eu só levantei e vi meu cunhado apontando a arma para ele e gritando ‘corre'”, relatou Ana Hickmann. Gustavo Correa, cunhado da apresentadora e marido de Giovana, sua assessora, conseguiu tomar o revólver de Rodrigo, após uma luta corporal e realizou disparos contra ele. O homem morreu na hora com dois tiros na cabeça.

Ouça o áudio da entrevista:

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

Deixe uma resposta