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Anjo Di María completa santíssima trindade argentina e emociona o pai.

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D10S (Dios, Deus em espanhol), o Papa e agora um anjo. A sorte tem acompanhado a Argentina nesta Copa do Mundo. As duas vitórias com gols nos minutos finais e a incrível bola na trave sofrida diante da Suíça provam isso. Mas há quem garanta que tudo é muito mais do que obra do acaso. Com Maradona venerado como um ser máximo e Francisco mandando bênçãos direto do Vaticano, os hermanos se rendem também a Ángel Di María. E o pai do herói da vaga nas quartas garante: o gol aos 13 do segundo tempo da prorrogação com os suíços foi obra divina.

Miguel Di María faz parte de uma caravana de 16 pessoas que está no Brasil para seguir a Argentina e torcer por Ángel. Na tarde de terça-feira, todos foram à Arena Corinthians, sofreram, choraram, acharam que poderia ser o fim precoce da Copa e, enfim, extravasaram. Era o gol do parente famoso, o gol de Fideo, minutos após um pedido de seu pai aos céus.

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– Estávamos toda família no estádio. Antes de terminar, cinco minutos antes, pedi a Deus. Pedi a Deus que o desse um pouquinho mais de força, e Ele deu. Estava emocionado. Claro que queríamos muito. Tentei dar muita força aos garotos para ganhar. (Os suíços) armaram um esquema em que não podiam entrar, não podiam chegar perto do gol. No primeiro tempo, não estavam bem, mas no segundo tempo só chegou a Argentina e não teve a sorte de fazer o gol. Quando faltava um pouco, já víamos os pênaltis. Não queríamos nem a prorrogação.

E o “algo a mais” que Miguel tanto clamou aos céus tem virado rotina para seu filho. Há um mês e meio, em Lisboa, Di María também tirou fôlego de onde não tinha para conduzir o Real Madrid ao título da Champions e ser eleito o melhor em campo na decisão com o Atlético de Madrid. Daqui para frente, no entanto, o pai não quer saber mais de sofrimento além dos 90 minutos.

– Vai matar a toda família e aos torcedores (risos). Quando a bola entrou, foi incrível. Todos nós começamos a chorar. É uma emoção que acontece com qualquer pai, ver um filho fazer um gol, uma jogada. Tomara que possamos chegar na final. Há quatro anos estão lutando por isso, com jogadores desde o Mundial da África. Ángel luta por isso desde pequeno, desde a seleção sub-20.

635398464605710681Ao ver Messi arrancar com a bola dominada nos minutos finais, Miguel pensou que o craque do Barcelona seria o responsável por salvar os argentinos, até que surgiu seu filho:

– Pensei que Messi fosse chutar, mas quando Angel se abriu pela direita, Higuaín também estava ali, percebi que ia dar o passe.

A potência demonstrada por Di María na parte final do jogo em São Paulo surpreendeu a todos no estádio. Depois de um primeiro tempo de prorrogação onde a Suíça parecia ter o controle da partida rumo aos pênaltis, foi Ángel quem fez a Argentina renascer, já com boas jogadas antes do gol. Disposição que vem de um preparo físico que Miguel conhece desde os tempos em que tentava repreender o menino e não o alcançava.

– Isso vem de garoto. A preparação física vale um pouco e é o espírito de cada um, como treina desde novo. E Angel sempre foi de correr muito. Nos treinamentos, quando corria com os companheiros, sempre chegava primeiro. É um dom. E corria mais que eu também (risos).

O gol marcou ainda o primeiro grande momento de Di María em uma Copa do Mundo. Há quatro anos, precisou do suporte de Maradona para jogar um Mundial onde muitos o questionavam. Com o sucesso posterior na Europa, Diego até o defendeu e disse uma frase que virou bordão na Argentina: “E não queriam Di María”, para potencializar a própria aposta. Miguel lembra o episódio, mas reforça que só com Sabella o filho finalmente desencantou no time nacional.

– Maradona aguentou um momento difícil, quando muitos o criticavam e queriam tirá-lo do time, mas muito vinha também por onde o colocou em campo. Ángel não se sentia cômodo. Agora, ele está em outro lugar, chega mais no gol. Com Maradona, tinha que marcar muito e chegava na frente cansado. Mas Diego o defendeu muito. Agora, todos o querem. Futebol é assim.

Futebol é assim, mas a Argentina conta com algo além dos altos e baixos da bola para triunfar no Brasil. Quando tudo parece perdido, apela para Messi, para D10S, para o Papa, e agora para um anjo. Para um Ángel. E não custa nada lembrar: não o queriam.

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fonte: Globoesporte.com

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