Anvisa proíbe comercialização de Noz da Índia após mortes por intoxicação

Noz da Índia promete perda de peso rápida, mas consumo é perigoso para saúde, alerta Anvisa.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a fabricação, comercialização e distribuição da Noz da Índia e do Chapéu de Napoleão em todo o território nacional. Os produtos à base dessas plantas são comercializados e divulgados irregularmente com indicações de emagrecimento, por suas propriedades laxativas. No entanto, nunca houve registro na agência. A decisão foi baseada em exames toxicológicos de três casos de óbitos no Brasil associados ao consumo das sementes. A medida, publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira, vale para todo o território nacional.

A Noz da Índia já está proibida em países como Espanha, Austrália e Chile. De acordo com a Anvisa, o consumo da semente da planta pode resultar em quadros de intoxicação grave ou severa. Há relatos de morte e intoxicação grave em outros estados do país como São Paulo, Goiás e Espirito Santo.

A medida também está baseada na Nota Técnica 001/2016 emitida pelo Centro Integrado de Vigilância Toxicológica do Estado do Mato Grosso do Sul, sobre casos de intoxicação pelo uso da semente no estado. Ainda de acordo com a Agência, as sementes de Chapéu de Napoleão se assemelham as de Noz da Índia e, quando ingeridas, também são altamente tóxicas. Elas estão igualmente proibidas em todo o território nacional.

Caso Cláudia Felix

No dia 1º de fevereiro de 2016, a cantora sul-mato-grossense Cláudia Felix, morreu após consumir um chá da semente. Na época, os familiares relataram nas redes sociais que Cláudia tomou o chá do produto por cerca de 30 dias, mas passou a apresentar quadros frequentes de falta de ar, inchaço, cansaço, fraqueza no corpo, queda de pressão e até desmaios. A cantora desenvolveu um quadro de cirrose hepática, teve uma parada cardiorrespiratória e morreu após três dias de internação.

Fonte: correiobraziliense

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