Ao menos 14% dos deputados estaduais trocam de partido

In Política
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Ao menos 148 deputados estaduais e distritais, ou 14% dos 1.059 em exercício, mudaram de partido para disputar as eleições de 2014, segundo informações repassadas pelos partidos e assembleias legislativas nos estados e Distrito Federal. O levantamento foi feito por jornalistas do G1 em todos os estados do país.

 

O prazo para filiação terminou no sábado (5). A legislação estabelece que, para disputar as eleições, o candidato deve estar filiado pelo menos um ano antes do pleito. Os partidos têm até o dia 14 para entregar à Justiça Eleitoral a lista dos filiados.
A eleição de 2014 escolherá presidente, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais.
As novas siglas criadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste ano, PROS e Solidariedade, foram as que mais receberam novos filiados entre os deputados estaduais. São 32 e 19 novos membros, respectivamente.
Os partidos que mais perderam integrantes nas assembleias foram o PSB (23 deputados) e o PSD (17). O primeiro recebeu 13 novos membros e o segundo, 4.
A maior parte dos que deixaram o PSB são do Ceará (7), onde o governador Cid Gomes migrou para o PROS, levando parte de seu grupo político. Cid Gomes ficou sem espaço no PSB ao criticar a saída da legenda do governo Dilma Rousseff para viabilizar a candidatura do governador de Pernambuco e presidente nacional do partido, Eduardo Campos, ao Palácio do Planalto.
O PSDB perdeu oito membros entre deputados e ganhou outros quatro. O PT perdeu cinco membros e não registrou nenhuma nova filiação nas assembleias.
O número de deputados que trocaram de partido está sujeito a alteração porque pode haver parlamentares que mudaram, mas ainda não notificaram as assembleias.
Congresso
Na Câmara dos Deputados, o troca-troca envolveu mais de 10% dos deputados federais.

A rejeição pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na última quinta-feira (3) do registro da Rede Sustentabilidade, da ex-senadora Marina Silva, fez com que, nos últimos dias, migrassem para outros partidos vários apoiadores que aguardavam a criação da nova legenda.
Foram os casos, por exemplo, dos deputados Domingos Dutra (do PT para o SDD), Miro Teixeira (do PDT para o PROS), Walter Feldman (do PSDB para o PSB) e Alfredo Sirkis (do PV para o PSB).
No Senado, até a última sexta (4), houve registro de dois casos de mudança de legenda entre os 81 senadores – Vicentinho Alves (TO), do PR para o SDD, e Kátia Abreu (TO), do PSD para o PMDB.

Fonte: G1

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