Ao mentir, você cria alterações no cérebro que te fazem querer contar outra mentira

Ao contarmos pequenas mentirinhas inofensivas frequentemente acabamos comprometendo o “freio” natural do cérebro

Pequenas mentirinhas são comuns no dia a dia e, em alguns casos, até mesmo necessárias. Exagerar em histórias e apostar no recurso de maneira frequente, porém, pode trazer diversas complicações sociais e até mesmo cerebrais, afinal, segundo um recente estudo feito pela Universidade de Londres e publicado no site EurekAlert, mentir cria alterações no cérebro que fazem com que você se “vicie” na estratégia.

Toda vez que contamos uma mentira involuntariamente nos sentimos desconfortáveis, culpados ou com medo, pois as sensações naturais são provocadas pela reação da amígdala, uma área do cérebro que promove uma espécie de controle natural que vai regular uma quantidade determinada de histórias falsas que vamos expor.

O problema, segundo a nova descoberta, é que, ao contarmos pequenas mentirinhas inofensivas frequentemente acabamos comprometendo o “freio” natural do cérebro, que fica mais fraco e menos eficiente.

Tali Sharot, psicóloga e líder do trabalho científico, diz que a resposta controladora da amígdala passa a ficar reduzida ao longo do tempo a medida em que as mentiras ficam maiores, levando a um tipo de ciclo vicioso em que pequenas histórias falsas aparentemente banais correm o risco de virarem atos maiores de desonestidade.

Vix

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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