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AO VIVO: Relator apresenta parecer sobre denúncia contra Temer, Padilha e Moreira

Presidente da CCJ negou o pedido de fatiamento das acusações

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O relator da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer, deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), apresenta na tarde desta terça-feira o seu parecer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral) são acusados de organização criminosa e obstrução da Justiça.

A CCJ retomou os trabalhos depois de uma mobilização para derrubar a sessão do plenário da Câmara. Os governistas foram ao plenário e pediram que a base entrasse em obstrução. O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), abriu a sessão para votar uma Medida Provisória que interessa à área econômica.

Aliados comentaram que Maia quis marcar posição, como ocorreu ainda na condução da primeira denúncia, que foi rejeitada pela CCJ e depois pela Câmara. Pelo regimento interno da Câmara, as comissões não podem funcionar ao mesmo tempo que uma sessão acontece no plenário.

O relator chegou chegou à CCJ pouco depois das 15h, acompanhado de filhos e netos. Segundo o colunista Lauro Jardim, Bonifácio só finalizou o relatório em cima da hora, no início da tarde. No corredor da comissão, Bonifácio de Andrada disse que o relatório tem 35 páginas. Ele se sentou à mesa e foi cumprimentado por colegas como Paulo Maluf (PP-SP), Paulo Abi-ackel (PSDB-MG) e Sergio Zveiter (Pode-RJ).

— Boa sorte — disse Zveiter a Bonifácio.

Também estão a postos na comissão, acomodados próximos à mesa, o advogado de Temer, Eduardo Carnelós, o advogado do ministro Eliseu Padilha, Daniel Gerber, e o advogado de Moreira Franco, Antonio Pitombo.

Pela manhã, o presidente da comissão, deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), negou o pedido de fatiamento da denúncia, ou seja, para separar as acusações contra Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral). A Procuradoria-Geral da República os acusa de organização criminosa e obstrução da Justiça.

Outro pedido que Pacheco negou foi o do deputado Sergio Zveiter (Pode-RJ), de rejeitar a mudança feita pelo PSDB, de retirar Andrada da vaga de suplente na CCJ na tentativa de estancar a disputa entre tucanos pró-governo e a ala dissidente do partido que prega a continuidade das investigações. Como Andrada é da ala pró-governo, na semana passada um partido da base aliada, o PSC, cedeu uma de suas vagas na comissão para que Andrada a ocupasse, permanecendo assim no cargo de relator.

Nas tratativas para barrar a denúncia na Câmara, Temer retomou, na segunda-feira, encontros com parlamentares e reforçará os contatos hoje.

Líderes da base aliada vêm pressionando o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, a liberar as emendas impositivas, que têm efeito direto nas bases eleitorais dos deputados, o que vale ouro às vésperas do período eleitoral. O ministro alegava falta de dinheiro para pagar as emendas já empenhadas, mas, segundo fontes do governo, com a abertura de crédito suplementar, a tendência é que sejam destravados esses gargalos, especialmente para os deputados aliados.

O Planalto está monitorando os votos porque recebeu alertas de que haveria insatisfações na base. A coesão dos partidos do chamado “centrão” garantiu a vitória de Temer na primeira denúncia, que foi rejeitada pela Câmara.

Fonte: oglobo

 

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