Após ataque de bandidos, atendimento na Defensoria Pública do Acre é suspenso

Defensoria Pública foi atacada com tiros na madruga deste sábado (7).
Bandidos deixaram carta ameaçando explodir prédios públicos.

O atendimento na Defensoria Pública do Estado do Acre, em Rio Branco, foi suspenso após a sede do órgão ter sido atacada por bandidos na madrugada de sábado (7). Os criminosos efetuaram disparos e atiraram um artefato, que está passando por perícia para verificar se é ou não dinamite. A porta de vidro foi quebrada.

A assessoria da Polícia Civil informou que os criminosos teriam roubado um carro e amarrado o dono. Após isso, teriam ido para o prédio da Defensoria. A assessoria do órgão informou, na manhã desta segunda (9), que o atendimento deve ser normalizado apenas na terça-feira (10) para que os funcionários se organizem e a bagunça deixada seja arrumada.

A Defensoria informou ainda que deve se posicionar ainda nesta segunda sobre as investigações e o ataque sofrido na sede.

Carta com ameaças

Após o ataque, uma carta foi deixada no prédio e nela constam ameaças a patrimônios públicos e agentes de segurança, além de exigências, que, segundo os autores, podem causar “prejuízos incalculáveis” ao estado caso não sejam cumpridas. O autor ainda não foi identificado.

“Nois vamos expludir com bombas e dinamites, grandes surpermecados de renome dentro do estado, prédios públicos, pontes, passarelas”, diz um trecho do documento.

Em outro momento, os criminosos dizem que não haviam se manifestado anteriormente, mas, que ao adquirir estrutura suficiente para cumprir as ameaças, decidiram dar uma demonstração de força ao poder público.

“Que fique bem claro com todas as palavras, que se nossas reivindicações e nossas exigências não foram atendidas ou compridas, pesso a vcs que não venham esperar atentados de pequenas proporções, pois assim como a polícia evolui, o crime também evoluiu”.

Exigências

Entre as exigências estão melhorias no sistema penitenciário, o que, segundo o autor, não seria regalia, mas garantia de direitos. Eles pedem atendimento médico semanal, odontológico, assistentes sociais e psicólogos. Eles exigem também a criação de postos de trabalho dentro dos presídios e escolas.

Além disso, os criminosos pedem que os presos do pavilhão A do Complexo Penitenciário Francisco D’Oliveira Conde sejam transferidos para outras unidades. O objetivo seria evitar um novo episódio de violência, como a rebelião ocorrida em outubro do ano passado, quando quatro detentos morreram e 19 ficaram feridos.

Por fim, os presos se opõem à transferência de presos para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Na sexta-feira (6), o secretário de Segurança Pública, Emylson Farias, disse que ao menos 44 lideranças de facções criminosas haviam sido colocadas nesse regime, como uma das medidas para evitar novas rebeliões.

Fonte: g1.com

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