Após suicídio de funcionária exausta, líder de empresa renuncia

Jovem de 24 anos chegava a fazer cerca de 105 horas extras por mês.

O executivo Tadashi Ishii, presidente da Dentsu, principal agência de publicidade do Japão, deixou o cargo após o suicídio de uma de suas funcionárias, que se dizia física e mentalmente exausta por causa do excesso de trabalho.

Segundo o “UOL”, o executivo assumiu a responsabilidade e disse que vai renunciar efetivamente em janeiro, quando será realizada a próxima reunião da diretoria da empresa.

Matsuri Takahashi tinha 24 anos e trabalhava na companhia há sete meses. Ela pulou da janela do prédio onde morava, que era da própria empresa, na noite de natal de 2015.

Pelas redes sociais, a jovem deu sinais de que estava com problemas semanas antes de se suicidar: “quero morrer”, postou. “Estou física e mentalmente destroçada”, escreveu em outra publicação.

Antes de se matar, Takahashi deixou um bilhete para a mãe: “você é a melhor mãe do mundo, mas por que tudo tem que ser tão difícil?”.

Ainda segundo a matéria, a jovem foi contratada em abril de 2015 e chegava a fazer cerca de 105 horas extras por mês. A família acusou a empresa de obrigá-la a registrar menos horas do que trabalhava.

O governo fez uma investigação na empresa e concluiu que a Dentsu descumpriu leis trabalhistas e é responsável pelo incidente. Esta semana o Ministério do Trabalho do Japão processou a empresa.

Na última quarta-feira (28), a companhia confessou que cerca de 100 trabalhadores ainda faziam em torno de 80 horas extras por mês.

Mortes por excesso de trabalho são um grande problema no país.

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