Áreas de risco às margens do Rio Madeira aumentam em Porto Velho

Segundo análise da Defesa Civil há riscos de novos desbarrancamentos.
Ramal Maravilha terá que ser desviado devido risco de desmoronamento.

O número de áreas de risco está aumentando nas regiões localizadas às margens do Rio Madeira, em Porto Velho, segundo avaliou nesta semana o coordenador da Defesa Civil municipal, Marcelo Santos. O Bairro Triângulo, no centro histórico da capital, e o Ramal Maravilha são dois pontos que, de acordo com Marcelo, estão em constante observação devido ao risco iminente de erosão.

Embora já tenha solução para ambos os problemas, Marcelo disse que a Defesa Civil enfrenta a resistência de alguns moradores, no Bairro Triângulo, que insistem em não sair das oito casas que foram interditadas pelo órgão.

Segundo ele, a Defesa Civil está conversando com as famílias, mas se insistirem em não sair, o Município vai ter que tomar outra atitude. O coordenador não especificou que atitude seria essa.

A comerciante Maria Izabel, uma das residentes das construções que, segundo a Defesa Civil, arriscam desabar devido a erosão de um canal aberto pela prefeitura, diz que na última segunda-feira (30) recebeu a visita de agentes da Defesa Civil.

“Eles propuseram a desocupação do imóvel e ofereceram logística para o transporte dos móveis e mercadorias que comercializo”, mas a comerciante, que diz não temer um novo desmoronamento.

Na análise da Defesa Civil há riscos de novas erosões na região, mas a comerciante descarta esse risco. “Não tem mais perigo, o que tinha de desbarrancar já foi”, afirmou.

O autônomo Sebastião Oliveira, que também foi orientado a deixar a região, conta que já se inscreveu em um dos programas de moradia da prefeitura e que já está desmontando a casa, aguardando apenas a ordem definitiva de abandono do local.

“Minha expectativa é ganhar um apartamento, mas, enquanto isso não acontece, fico por aqui e, quando não der mais, vou para casa de meu filho”, disse o vendedor autônomo.

O prefeito Hildon Chaves esteve no local no último mês de janeiro para verificar a condição das casas e, na ocasião, informou à Rede Amazônica que quem já foi indenizado para deixar o local não receberá nova indenização.

Estrada do Ramal Maravilha também ameaça desbarrancar, segundo atestou a Defesa Civil (Foto: Toni Francis/G1)
Estrada do Ramal Maravilha também ameaça
desbarrancar, segundo atestou a Defesa Civil
(Foto: Toni Francis/G1)

Ramal Maravilha

No Ramal Maravilha, alguns trechos da estrada que dá acesso à comunidade está na iminência de desabar e, por conta disso, algumas regiões estão sinalizadas com placas de alerta. Entretanto, o fluxo de carros e motos continua normal.

Para evitar acidentes, a Defesa Civil anunciou que iria iniciar a construção de uma estrada alternativa, que será usada como desvio para o acesso à comunidade Maravilha.

De acordo com Marcelo Silva, também houve conversa com a Marinha para retirada das balsas que atracam na margem esquerda do Rio Madeira. Segundo a Defesa Civil, elas estariam acelerando o processo de erosão na região, devido ao banzeiro formado na hora de atracar e de sair do local.

Placas alertam motoristas e moradores sobre o risco de transitar pela estrada do Ramal Maravilha (Foto: Toni Francis/G1)
Placas alertam motoristas e moradores sobre o risco de transitar pela estrada do Ramal Maravilha (Foto: Toni Francis/G1)
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