Asfixia erótica pode ter matado sequestrador

O sequestrador de três mulheres em Cleveland, nos Estados Unidos, pode ter morrido de autoasfixia erótica, e não suicídio, informaram autoridades nesta quinta-feira (10), segundo informou a agência de notícias Associated Press. De acordo com a agência, dois guardas falsificaram documentos que mostravam o número de vezes que eles vigiaram Ariel Castro na cela antes da morte.
Um relatório do Departamento de Reabilitação e Correção de Ohio sugere – mas não conclui – que Castro pode ter morrido de autoasfixia erótica – quando a pessoa alcança satisfação sexual por meio de asfixia até a perda de consciência.

Castro, um ex-motorista de ônibus escolar de 53 anos, estava na prisão havia poucas semanas, cumprindo sua pena perpétua por sequestrar três mulheres, aprisioná-las por uma década e abusar e agredi-las frequentemente. Em maio, quando as mulheres foram libertadas após uma delas conseguir fugir, foi encontrada na casa uma menina de 6 anos, filha de Castro com uma das vítimas.
As calças e a cueca do sequestrador estavam abaixadas quando ele foi encontrado morto, em 3 de setembro, em sua cela. Ele tinha um lençol enrolado em seu pescoço e preso na dobradiça da janela, segundo investigadores.
Autoridades também encontraram uma Bíblia aberta e fotos da família de Castro espalhadas. Esses fatos levaram à consideração da possibilidade de asfixia autoerótica, segundo o relatório, que também dizia que uma avaliação de sua saúde mental não havia encontrado “evidência de doença mental séria ou indicações de tendências suicidas preocupantes.”
Na Corte, Castro já havia se declarado um viciado em sexo e pornografia. “Essas pessoas estão tentando me colocar como um monstro. Não sou um monstro. Estou doente”, disse ele.

 

Fonte: Associated Press

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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