Até quando ficaremos reféns do PT e seu modelo político fracassado? – Alan Alex

“O melhor governo é aquele que menos governa”

O Brasil vive um momento único em sua história política, um momento que pode (e deve) ser usado para rever todo o cenário estrutural, que já provou ser um fiasco. O modelo federativo centralizado, com um estado inchado que dá direito de mais e deveres de menos está nos levando de volta a economia dos anos 80. Só nos falta a hiperinflação e os mirabolantes planos econômicos, que já despontam no horizonte, como o retorno da famigerada CPMF.

O governo não quer resolver o problema. Mas não por falta de vontade, por falta de competência e principalmente de credibilidade. O governo Dilma acabou, ela sabe disso, mas tal qual um carrapato gruda em seu hospedeiro, Dilma e o PT se recusam a desgrudar do poder. O modelo petista planejado a partir do foro de São Paulo fracassou. O populismo na América Latina agoniza, e o pior, empobrece nossa sociedade, que viveu anestesiada durante 8 anos com anúncios de grandes obras através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e programas sociais altamente paternalistas, que não vislumbravam o mais básico em qualquer planejamento, o de que alguém, em algum momento teria que pagar a conta. Anúncios de sediar ‘Copa do Mundo’ e ‘Olimpíadas’ deixaram os brasileiros dopados, era o famoso ‘pão e circo’, usado de forma a desviar o foco do mais grave, a crise que viria mais cedo ou mais tarde.

Malandro, Lula elegeu um, ‘poste’ para ficar em seu lugar. Dilma sempre foi antipática, sua postura fechada é o oposto de Lula, mas foi o que restou. O plano ‘a’ era José Dirceu, que caiu com o mensalão; O plano ‘b’ era Palocci, que teve o mesmo destino. Até Mercadante foi cogitado, mas o telhado tinha um vidro muito fino, restou Dilma, e o Brasil está afundando.

Mas a culpa não é dela. A culpa é do modelo populista adotado pelo PT. Como diria o ex-deputado federal Roberto Campos, “o que os governos latino-americanos desejam é um capitalismo sem lucros, um socialismo sem disciplina e investimento sem investidores estrangeiros.” E dessa forma estamos caminhando, com um modelo utópico que já provou não ter solidez. A Argentina mergulhou em uma crise que deverá levar pelo menos mais uma década para se recuperar, a Bolívia não avança graças as políticas populistas impostas por Evo Morales e o Brasil caminha para a bancarrota, tal qual a Venezuela.

E no Brasil, o país do faz de contas, levaremos pelo menos uma década (se tirarmos o PT do poder) para termos uma economia consolidada, isso claro, se tivermos no comando alguém com credibilidade e competência, coisa que não se vislumbra ao meio do caos político que estamos vivenciando atualmente.

O Brasil precisa investir em educação, reduzir os impostos para empresas que geram empregos, reduzir a máquina estatal e cortar gastos. Como disse o poeta americano Henry Thoureu, em, frase atribuída a Thomas Jefferson “o melhor governo é aquele que menos governa”. Jefferson foi um dos pais fundadores dos Estados Unidos da América, responsável pela redação da Declaração de Independência e terceiro Presidente da República, de 1801 a 1809. Adversário do Estado centralista, adepto das ideias liberais e dos direitos de propriedade privada, Jefferson defendia a existência de um Estado “rigorosamente simples e frugal”, ou seja, um modelo de Estado minimalista, pouco gastador e de reduzida dimensão. Estas ideias de Jefferson estão na base do modelo político-económico americano e do enorme dinamismo que tem vindo a revelar ao longo dos tempos, que fizeram deste país a maior potência mundial. O Brasil caminha no sentido contrário a esses ensinamentos por pura birra. E talvez incompetência ou má-fé. O problema é que enquanto não adotarmos um novo modelo, estaremos fadados a sermos eternamente, uma colônia terceiro-mundista.

Alan Alex é editor de Painel Político®

News Reporter
Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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