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Atirador que inspirou filme “Sniper Americano” foi morto em 2013 por soldado traumatizado

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Chris Kyle, atirador de elite do exército norte-americano, cujas ações inspirou o filme “Sniper Americano” dirigido por Clint Eastwood e um dos indicados ao Oscar desse ano, foi assassinado em 2013 em um campo de tiro do Texas, supostamente em um ato de um ex-soldado com transtorno de estresse pós-traumático.

Na época, a morte do ex-soldado de elite foi anunciada pela Fundação Fitco Cares de ajuda a ex-soldados que sofrem de estresse pós-traumático após o retorno de missões em campos de batalha.

Chris Kyle em foto de 2012 (Foto: Paul Moseley/The Fort Worth Star-Telegram/AP)
Chris Kyle em foto de 2012 (Foto: Paul Moseley/The Fort Worth Star-Telegram/AP)

Kyle, que contribuiu para a criação da fundação, morreu quando participava em uma atividade para ajudar um soldado que sofre do transtorno em um campo de tiro de Glen Rose, Texas.

O soldado de 25 anos foi detido, suspeito pelo assassinato de Kyle e de um vizinho deste.

O atirador de elite Chris Kyle ficou conhecido como uma “lenda” pelos militares americanos por conta da quantidade de pessoas que atingiu com seu rifle em quatro missões no Iraque entre 1999 e 2009. Apesar do número oficial ser 160, ele já declarou que matou 255 pessoas. Em seu livro de memórias “Sniper americano” (editora Intrínseca), obra na qual o diretor Clint Eastwood se baseou para fazer o filme, Kyle conta que chegou a matar uma mulher.

Assassino está sendo julgado este mês, no Texas

Acusado de roubar a caminhonete de Kyle após os assassinatos e dirigir até a casa de sua irmã, que diz que ele confessou os crimes, Eddie Ray Routh, de 27 anos, vai ser avaliado por um juri de 10 mulheres e dois homens que vão decidir seu destino. Os advogados de um veterano da guerra do Iraque argumentaram no começo de seu julgamento, no último dia 11, que ele estava com problemas mentais quando matou a tiros o ex-fuzileiro naval Chris Kyle, cuja autobiografia best-seller foi transformada no filme de sucesso “Sniper Americano”.

Após os argumentos iniciais, é esperado que a viúva de Kyle, Taya, seja uma das testemunhas. Especialistas legais dizem que é difícil conseguir um veredicto de inocência por razão de insanidade no Texas.

Caso a promotoria ganhe a ação, vai buscar uma sentença de prisão perpétua, enquanto a defesa vai argumentar que o acusado é inocente por conta de um severo estresse pós-traumático causado pelas expedições enquanto atuava na Marinha norte-americana.

Parentes de Routh disseram que ele foi hospitalizado para tratamento de seu problema mental nos meses após o assassinato de 2 de fevereiro de 2013. Ele foi levado ao campo de tiro por Kyle, que estava ajudando colegas veteranos a curar as cicatrizes mentais da guerra.

O caso vai ser ouvido na corte da cidade rural de Erath County.

Os advogados de Routh tentaram sem sucesso adiar o julgamento, dizendo que a exibição do filme nos cinemas e sua participação na temporada de premiações dificulta que Routh tenha um julgamento justo.

Kyle, considerado o sniper norte-americano com o maior número de mortes, virou celebridade no Texas, seu Estado natal, onde está enterrado junto com outras figuras aclamadaso. Ele é visto por muitas pessoas como símbolo de dedicação ao país e aos seus colegas das Forças Armadas.

“Sniper Americano”, dirigido por Clint Eastwood e estrelando Bradley Cooper, já faturou mais de US$ 282 milhões desde sua estreia no meio de janeiro e foi indicado para 6 Oscar, incluindo melhor filme.

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