Aumenta investimento e colaboração pelo governo americano na investigação de atos de corrupção transnacional

Na última terça feira (5), o Departamento de Justiça americano declarou ter investido em novos recursos de fiscalização para detectar incidência de fraude e corrupção transnacional.  Por meio da divulgação de um programa piloto para encorajar empresas e indivíduos a auto delação, os Estados Unidos reforça seu comprometimento no combate à corrupção. 

O anúncio feito pelo Departamento de Justiça ganha mais evidência com as notícias de corrupção espalhadas pelo mundo. Enquanto investigações ligadas a vazamentos de informações são destaques nos principais jornais internacionais; no Brasil, temos uma operação que já completou dois anos com políticos e empresários presos e investigados. O mundo está atento aos atos ilícitos praticados nas empresas e na administração pública. E, como o clamor do público tem ganhado mais voz com as redes sociais, empresas e governos têm se mobilizado para mostrar mais transparência e ética.  

O governo norte-americano está cada vez mais empenhado em investigar indivíduos e empresas por violações da lei americana anticorrupção, a Foreign Corrupt Practices Act (FCPA). A lei americana aplica-se tanto a pessoas físicas, quanto jurídicas e visa coibir o pagamento, oferta ou promessa de pagamento, ou qualquer bem de valor para agentes de governos estrangeiros com o objetivo de obter uma vantagem indevida.  

Conforme reportado pelo governo americano, a unidade do Departamento de Justiça responsável por investigações da lei, a Unidade de Fraude da Divisão Criminal do Departamento, contratou novos recursos e pretende trabalhar ainda mais próximo ao Federal Bureau of Investigation (FBI). O objetivo desses investimentos é aumentar a capacidade da Unidade de Fraude de identificar e processar transgressores.  

Para melhor capacitar a equipe de investigação, o FBI estabeleceu três novos esquadrões de agentes especiais dedicados a investigações de casos de corrupção.  

De acordo com o próprio governo norte-americano, a aplicação da lei tem sido cada vez mais colocada em prática de forma colaborativa. Esse aumento à cooperação internacional pode ser visto nos casos envolvendo Archer Daniels Midland, Alcoa, Alstom, Dallas Airmotive, Hewlett-Packard, Parker Drilling, e PetroTiger, apenas para citar alguns.  

Esse aumento na colaboração entre países por meio de compartilhamento de testemunhas, evidências e resultado de investigações, reflete um aumento no comprometimento global no combate à corrupção e fecha o cerco contra a corrupção global.  

Cynthia Catlett, diretora da FTI Consulting

Sobre a FTI Consulting

FTI Consulting é uma empresa de consultoria empresarial global dedicada a ajudar as organizações a proteger e aumentar o seu valor em um ambiente legal, regulatório e econômico cada vez mais complexo. Com mais de 4.400 funcionários localizados em 26 países, os profissionais da FTI Consulting trabalham de forma próxima a seus clientes para antecipar, trazer ideias e superar os mais complexos desafios de negócios em áreas como investigações, litígio, fusões e aquisições, questões regulatórias, reputação, comunicação estratégica e reestruturação de empresas. www.fticonsulting.com.

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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