Bolsa cai mais de 2% com notícias sobre Levy e impeachment

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operava, às 15h31, em queda de 2,33% nesta sexta-feira, aos 44.205 pontos com as notícias sobre o ministro da Fazenda Joaquim Levy já estaria se despedindo do governo e sobre o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. É a primeira queda em quatro pregões da Bolsa, que chegou a fechar em alta mesmo no dia em que o Brasil perdeu seu grau de investimento pela Fitch. O Ibovespa também acompanha a queda das Bolsas no exterior nesta sexta-feira. Já o dólar comercial, após ceder no início da tarde, sobe 1,02%, a R$ 3,933.

Na quinta-feira à noite, Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou voto secreto no rito de impeachment e deu poder de definir o processo ao Senado, onde governo teria maioria. Além disso, também decidiu contra a chapa avulsa da comissão do impeachment. A notícia foi interpretada como um fator que pode vir a dificultar um processo de impedimento da presidente e os agentes do mercado financeiro, em sua maior parte, são contrários à condução da política econômica do governo Dilma.

Nas últimas semanas, a Bolsa foi puxada para cima com a expectativa de que havia grandes chances de a presidente Dilma sair do governo. Agora, com essa virada no STF, fica o receio de que ela continue. Por isso uma Bolsa tão deprimida. Para completar, tem a história da saída do Levy, que ainda não é oficial, mas representa mais um entrave — disse Ari Santos, gerente de mesa Bovespa da corretora H. Commcor.

PRESSÃO NA PETROBRAS

As ações da Petrobras registram queda de 2,04% (ON, com voto) e 2,91% (PN, sem voto). Ontem à noite, a agência de classificação de risco Fitch rebaixou o rating de probabilidade de inadimplência da Petrobras em moedas estrangeiras e local e também a nota de dívida em circulação no mercado da empresa de “BBB-” para “BB+”. Segundo nota da agência, a perspectiva da nota de da empresa é negativa, o que “destaca a continuidade das incertezas e riscos relativos aos desdobramentos econômico, fiscal e político”. Essa queda ocorre apesar da alta de 0,74% do petróleo do tipo Brent no mercado internacional.

No setor bancário, o Banco do Brasil despenca 3,29%, enquanto o Bradesco recua 2,59%. O Itaú Unibanco também opera com queda acentuada, de 3,28%.

No caso da Vale, os preferenciais estão estáveis e os preferenciais têm leve alta de 0,07%.

O pregão é também de perdas no exterior. Na Europa, o DAX, de Frankfurt, cai 1,56%, e o CAC 40, da Bolsa de Paris, tem recuo de 1,36%. Já o FTSE 100, de Londres, registra desvalorização de 0,64%. No caso dos Estados Unidos, o Dow Jones cai 1,25% e o S&P 500, 0,79%.

PRESSÃO NO CÂMBIO

Para analistas, a expectativa é de pressão sobre o câmbio. Mesmo que a mudança do ministro da Fazenda já esteja no preço, há o temor de que seu substituto volte a adotar políticas de estímulos e menor compromisso com a austeridade fiscal. Isso faz com que o dólar no Brasil tenha um comportament na contramão do exterior.

O “dollar index”, calculado pela Bloomberg e que mede o comportamento da divisa em relação a uma cesta de dez moedas, tem recuo de 0,45%, com as modas de países exportadores de commodities, como o Brasil, ganhando força.

 

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