‘Bolsonaro e o PT são a mesma coisa’, diz Alckmin

Presidenciável do PSDB associa ambos a “corporativismo” e “atraso”

O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, comparou nesta quarta-feira seu principal adversário eleitoral no momento, o deputado Jair Bolsonaro (PSL), ao PT e disse que ambos são “a mesma coisa, uma coisa atrasada”. A declaração foi feita em sabatina realizada pelo portal UOL, o SBT e o jornal Folha de S.Paulo na capital paulista. A outro oponente, Ciro Gomes (PDT), o tucano fez elogios. Entre Bolsonaro e Ciro, a campanha tucana têm preferência por enfrentar o pedetista num eventual segundo turno.

— O Bolsonaro e o PT são a mesma coisa. É corporativismo puro. Não tem interesse coletivo, é defesa de corporação — disse Alckmin, quando provocado a comentar a superioridade de Bolsonaro nas pesquisas em São Paulo.

Alckmin reafirmou a confiança em uma reviravolta eleitoral quando a campanha começar em agosto. Hoje ele ocupa a quinta colocação entre os presidenciáveis. Nesse contexto, ele voltou a falar do adversário prioritário.

— Vamos crescer e crescer forte. Não tenha a menor dúvida. Essa coisa do Bolsonaro… Quem anda para trás é caranguejo. O Brasil não vai regredir. O sofrimento foi muito grande com esse período populista.

Mesmo sem declarar preferência por quem enfrentar num eventual segundo turno, Alckmin demonstrou na entrevista simpatia por uma disputa com Ciro. Ele elogiou as gestões do pré-candidato como prefeito de Fortaleza e governador do Ceará e disse que o pedetista tem “espírito público”.

— O Ciro foi do PSDB, um bom prefeito de Fortaleza, governador do Ceará e ministro pelo PSDB. Depois ele acabou trilhando outro rumo.

Tenho discordâncias conceituais com o Ciro mas acho que ele tem espírito público. Não é um corporativista.

A campanha de Alckmin acredita que, na reta final da eleição presidencial, Ciro e ele serão as alternativas mais viáveis na eventual ausência de um candidato do PT.

O tucano voltou a dizer nesta quarta-feira que o lançamento do ex-ministro Henrique Meirelles como presidenciável pelo MDB esfria as conversas sobre uma aliança no primeiro turno com o PSDB. Alckmin se recusou a dar uma nota ao governo do presidente Michel Temer na sabatina, mas disse que o peemedebista é um tipo de “intruso” na Presidência. – A legitimidade das urnas é muito forte. Evidente que faltou (legitimidade a Temer). Eu fui governador sem voto e com voto. E olha que não teve impeachment. É diferente. Quando você não tem voto, você é meio intruso.

Alckmin prometeu encaminhar ao Congresso em 1º de fevereiro de 2019, se eleito, as reformas da Previdência, política e tributária.

Fonte: oglobo

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