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Brasileiro é preso e acusado de matar a filha a tiros nos EUA

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Sabrina, que morava com a mãe e sua filha de 2 anos na cidade de New Bedford, não via o pai desde que tinha 4 anos

Mais de dez anos após tentar matar a mulher, um cidadão brasileiro residente do Estado norte-americano de Connecticut foi acusado de matar a tiros sua filha de 19 anos, segundo a procuradoria do condado de Bristol.

Na tarde de sexta-feira (5), agentes do Departamento de Polícia de Fairfield (CT) prenderam Walter da Silva, de 45 anos, residente em Danbury (CT), sob a acusação de ter matado a própria filha, Sabrina da Silva, a tiros. O incidente ocorreu na noite de 3 de julho, quando a jovem voltava para casa, em New Bedford (MA), do supermercado.

Sabrina da Silva, de 19 anos, foi morta com 9 tiros na noite de 3 de julho
Sabrina da Silva, de 19 anos, foi morta com 9 tiros na noite de 3 de julho

O brasileiro foi identificado e preso em Bridgeport (CT) e acusado de ser foragido da justiça, disse James Masterson, agente interino do US Marshals, lotado na cidade. A acusação é resultado da violação da liberdade condicional da tentativa de assassinato da ex-esposa, mãe da vítima, em Weston (MA), em 2002.

Silva foi identificado como o pai de Sabrina, que foi alvejada 9 vezes do lado de fora do conjunto habitacional onde morava com a mãe e a filha, na véspera do feriado de 4 de julho, segundo Masterson.

A mãe da vítima disse que ficou aliviada ao saber da prisão do ex-marido, esperando ser o fim do que ela considerou uma relação abusiva e perturbadora entre Walter e sua família que durou mais de uma década.

“Eu me sinto aliviada porque finalmente eu posso sair mais tranquilamente”, disse Lilian da Silva ao jornal The Boston Globe. “Eu estava com muito medo, entretanto, nada irá trazer a minha filha de volta”.

O suspeito, que reformava uma casa na tarde de sábado em Bridgeport, detalhou o agente. Membros da Força Tarefa de Busca a Fugitivos de Crimes violentos do US Marshals em Connecticut prenderam o brasileiro quando ele foi buscar um sanduíche que havia encomendado em uma pizzaria na vizinhança.

“A nossa Força Tarefa recebeu um pedido da Polícia de New Bedford no início de julho, pouco depois do homicídio” de Sabrina da Silva, acrescentou Masterson. “Ele realmente precisavam interroga-lo”.

A Promotoria Pública Distrital do Condado de Bristol não havia acusado ninguém pelo assassinato de Silva, disse o porta-voz Gregg Miliote. Ele evitou comentar o assunto.

Lilian detalhou a relação instável com Walter; que piorou depois do nascimento da filha. “Ele não tem controle da sua raiva”, disse ela. “Ele é muito violento, abusivo, possessivo e obsessivo. Ele estava fora de controle”.

Ela separou-se do ex-esposo em 2001, decidindo criar Sabrina sozinha, disse Lilian. Entretanto, acrescentou, ele continuou a assedia-la e ameaça-la. No final de 2002, Walter foi preso por ataca-la com uma faca. Enquanto ele estava na prisão, eles se divorciaram e, depois de ser liberado, retornou ao Brasil.

Lilian acrescentou que, após retornar aos EUA, ele contatou Sabrina, quem ele não via desde que a filha tinha 4 anos de idade. Eles costumavam conversar ao telefone ou Skype e ela foi visita-lo em Connecticut em seu aniversário no final de maio, detalhou a mãe da vítima.

“Eu não pude dizer nada porque ela tinha 19 anos de idade”, disse Lilian. “Eu não podia força-la a não falar com o pai dela”.

Ela detalhou que Sabrina havia planejado visitar o pai no final de semana do 4 de julho, mas que mudou de ideia no último minuto. A vítima vivia com a mãe e a filha de 2 anos no condomínio Verdean Gardens em New Bedford. Na noite de 3 de julho, ela disse à mãe que iria ao supermercado, mas nunca retornou à casa. Sabrina foi alvejada 9 vezes no estacionamento do prédio e faleceu na mesma noite.

“Eu corri até o estacionamento, mas eles (paramédicos) já a haviam colocado na ambulância. Eu simplesmente vi sangue por toda a parte”, relatou a mãe da vítima. “Eu sabia que era a minha filha porque havia sacolas de supermercado no chão”.

Sabrina estudava na faculdade para ser intérprete nos tribunais e foi lembrada como “uma jovem bonita e alegre” pelos vizinhos.

Carol Almeida, de 54 anos, amiga de Lilian e antiga vizinha, disse que o prédio inteiro se sente mais seguro com a prisão de Walter. “Nós estávamos todos assustados antes”, relatou Almeida. “Ninguém queria sair à noite”.

Os departamentos de polícia de Bridgeport e New Bedford evitou comentar a prisão do suspeito. O brasileiro está detido sob a fiança de US$ 500 mil, enquanto aguarda a extradição para Bridgeport, disse Masterson.

“Eu estou bastante interessado no que ele irá dizer”, disse Lilian. “Eu quero justiça”.

Após ouvir a notícia da prisão de Silva na sexta-feira, Almeida pôs flores frescas no memorial montado no estacionamento do prédio em homenagem à jovem assassinada.

Com Brazilian Voice e Folha

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