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Cabral está em solitária e é ajudado por Cunha, diz colunista

Cabral foi transferido no dia 18 de janeiro, após decisões da Justiça Federal do Rio de Janeiro e do Paraná, da cadeia pública José Frederico Marques, zona norte da capital fluminense, para o Complexo Médico Penal (CMP), em Pinhais.

Depois de ter sido algemado nas mãos e nos pés, na sua chegada a Curitiba, Cabral ainda estaria ocupando uma espécie de solitária no presídio, de acordo com informações do colunista Lauro Jardim, de O Globo.

A transferência de Cabral ocorreu depois de denúncias do Ministério Público de que ele estaria recebendo tratamento diferenciado e regalias no sistema prisional do Rio. O caso também motivou o afastamento da cúpula da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado.

Em Pinhais, até o momento, ex-governador não teve direito sequer a banho de sol. Nenhum dos outros presos da Lava Jato que se encontram no presídio, como o deputado cassado Eduardo Cunha, passou pela mesma situação.

Aliás, ainda segundo o colunista, o próprio Cunha estaria auxiliando Cabral. Quando o ex-governador deseja algo, grita e é ouvido pelo ex-deputado, que ocupa um cela próxima. Este, então, chama os carcereiros.

A expectativa é de que Cabral mude de cela nesta sexta-feira (2). Ontem (31), ele teve negado um pedido para voltar a presídio do Rio. A decisão foi do vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins, que negou liminar impetrada pela defesa do ex-governador.

No pedido, os advogados de Cabral alegaram que a volta dele para o Rio de Janeiro seria essencial para o exercício de seu direito de defesa. Os advogados também argumentaram que Cabral tem filhos menores de idade e que eles teriam o direito de visita ao pai prejudicado com a permanência do ex-governador no Paraná. Além disso, segundo a defesa, o ex-governador não pode trabalhar no Complexo Médico Penal de Pinhais, onde ele está preso.

O ministro Humberto Martins considerou que não há ilegalidade na decisão que determinou a transferência de Cabral para o Paraná. O magistrado também afirmou que manter o ex-governador no sistema prisional do Rio de Janeiro seria ineficaz, já que existem provas do controle exercido por ele nas unidades penais do Estado. Martins ainda sustentou que este tipo de pedido só pode ser analisado pelo STJ após a defesa esgotar todos os recursos nas instâncias inferiores.

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