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Cachoeira continua preso por falta de tornozeleira; defesa quer comprar equipamento

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Caso o estado não forneça o aparelho de monitoramento, ele pretende comprar uma unidade

Diante do impasse que mantém o bicheiro Carlinhos Cachoeira no presídio Bangu 8, no Complexo Penitenciário de Gericinó, seus advogados estudam a possibilidade de comprar uma tornozeleira eletrônica para permitir a conversão da prisão preventiva em prisão domiciliar.

O advogado de Cachoeira, Kleber Lopes, afirmou que irá ao Rio na segunda-feira para tentar a soltura de seu cliente. Cachoeira segue preso porque o equipamento está em falta. Caso o estado não forneça o aparelho de monitoramento, ele pretende comprar uma unidade.

— Meu cliente não pode ser penalizado porque o Estado (do Rio) está quebrado se há uma ordem para que ele fique em casa. O entendimento do tribunal é de que, em casos como esse, ele seja solto. Vou despachar com o juiz na segunda e, se for preciso, comprar a tornozeleira — disse Lopes, que afirmou não saber quanto o custa o equipamento.

Presos na Operação Saqueador junto com Cachoeira, o ex-dono da Delta, Fernando Cavendish, o ex-diretor da construtora Cláudio Abreu e os empresários Adir Assad e Marcelo Abbud também aguardam o equipamento para deixar a unidade. As tornozeleiras estão em falta por causa de atrasos de pagamento do Estado do Rio ao fornecedor. De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), a situação deve ser normalizada na quinta-feira.

Em nota, a Seap alegou que está “se esforçando para honrar seu compromisso junto ao fornecedor para que a entrega e manutenção das tornozeleiras seja normalizada”, e que espera ter equipamentos disponíveis esta semana, inclusive com a devolução de alguns que estão em uso ou em manutenção. A Seap chegou a dizer que os presos poderiam ir para casa mesmo sem o monitoramento, caso tivessem autorização judicial.

No sábado, Cavendish e Cachoeira recorreram à Justiça para serem soltos e não penalizados pela crise financeira do governo estadual. O recurso foi negado neste domingo pelo desembargador José Ferreira Neves, do TRF da 2ª Região. O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, determinou que eles comprovem ocupação lícita e que a Seap ponha as tornozeleiras antes de soltá-los. Os cinco são acusados de integrar esquema que desviou R$ 370 milhões de obras públicas feitas pela Delta.

 O Globo

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