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Cacoal é do bem, Cacoal é do povo! Por Francisco Xavier

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A população de Cacoal certamente não está feliz com os fatos que aconteceram este ano no cenário político, principalmente aqueles protagonizados por alguns dos membros do legislativo e diversos assessores ou asseclas do futuro ex-prefeito da “Capital do Café”, Francesco Vialeto, um político que, mesmo depois de vários anos de mandato, não aprendeu as regras básicas de administração. Vialeto conta, ainda, com a colaboração generosa de boa parte dos vereadores que pouco tempo atrás, nas ruas, bairros, praças e casas de Cacoal, prometeram que seriam representantes do povo.

Perto do encerramento do primeiro ano de mandato, o parlamento cacoalense ainda não disse a que veio. Há exceções? Claro! Mas a unanimidade dos vereadores prometeu, em campanha, ser a regra; não a exceção… Alguns episódios, porém, deixam evidente a falta de representatividade do parlamento municipal, ainda que alguns queiram justificar “marca de batom em cueca”.

No começo do ano, a Câmara aprovou uma CPI que supostamente seria para investigar a chefe de gabinete do futuro ex-prefeito Vialeto, em virtude de algumas declarações que ela publicou na imprensa e também, segundo os edis, para investigar o recebimento de diárias indevidas por parte da “prefeita de fato”. Quem não se lembra das declarações feitas pela assessora de Vialeto, pode procurar os arquivos deste período para refrescar a memória. Entre outras coisas, foi publicado, na época, que os vereadores “faziam negociações escusas e que tratavam apenas de questões pessoais”.

Pois bem! Se faziam mesmo as tais negociações, como quem faziam? Algum vereador acionou a autora das declarações judicialmente? Por que alguns dos vereadores que faziam oposição sistemática passaram a defender o prefeito? São algumas perguntas que merecem respostas convincentes… Ou seriam respostas coniventes?

Até hoje ninguém mais ouviu falar na tal CPI, embora a legislação vigente estabeleça prazo para o término de investigações desse gênero. Em geral, os parlamentos abrem comissões com prazo de 90 dias para concluir os trabalhos, podendo haver a prorrogação desse prazo por votação dos membros da Casa. Houve votação em plenário para prorrogar o prazo? Ninguém sabe! A CPI foi arquivada? Ninguém sabe! Claro que nem todos os vereadores concordam com a situação. Possivelmente há exceções, mas o fato é que nenhum deles fala mais do assunto. Por quê?

Além de assistir a tudo isso caladinhos, boa parte dos vereadores ainda decidiu viajar junto com futuro ex-prefeito para acompanhar o alcaide numa viagem onde ele receberia um prêmio por estar entre os melhores prefeitos do país. Isso só pode ser piada! Se o prefeito de Cacoal estiver entre os 5.500 melhores do Brasil, não será com a aprovação da população de Cacoal. Duvido! Quem escolheu? Quem votou para ele ser escolhido? Onde aconteceu essa votação? Quais os critérios? Imaginem como não está a cidade do pior prefeito… Não é possível que isto seja verdade. De qualquer forma, seria interessante a Câmara informar ao povo quanto pagou em diárias para os vereadores que viajaram nessa brincadeira e o que o povo saiu ganhando com isso.

A Câmara que viaja para festejar os prêmios de Vialeto é a mesma que não teve a capacidade de instalar nenhuma CPI para investigar a história dos alimentos da SEMAST que foram encontrados fora do depósito da Secretaria. As explicações dadas pelo prefeito não convencem nem ele mesmo. Mas vejamos: se uma CPI para investigar diárias que todos têm acesso demora quase um ano, quanto tempo levariam para investigar o caso dos alimentos? Tenho dito!

FRANCISCO XAVIER GOMES
Professor da Rede Estadual

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