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Café deve atingir preço recorde por ação política

Ação articulada impediu importação de café conilon do Vietnã, que baixaria o preço a índices inviáveis

O governo federal ia importar do Vietnã, 5 milhões de sacas de café agora em 2017 em uma manobra para atender a indústria, que iria comprar o produto a um baixo preço, complicando a vida dos pequenos produtores, que teriam que vender a produção a valores irrisórios.

Com a previsão de uma safra recorde em Rondônia, o preço também promete ser um dos melhores. De acordo com o deputado federal Luiz Cláudio (PR-RO), membro da Comissão de Agricultura, e um dos principais articuladores no processo de impedimento da importação do café vietnamita, o preço da saca deve variar entre R$ 450 a R$ 470, mas o deputado deu um alerta, “o produtor não pode esperar demais, chegando a R$ 460 é bom vender, e o preço nunca esteve tão bom”, destacou.

Com o preço recorde, o reflexo é imediato na economia, que fica fortalecida. Ainda de acordo com o parlamentar, se a proposta do governo fosse mantida, o preço teria despencado para R$ 250, “mesmo assim, eles mantiveram a importação de 1 milhão de sacas, mas isso não vai afetar nossos produtores”.

Luiz Cláudio foi protagonista para barrar importação do café vietnamita

O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) comunicou que decidiu aprovar apenas quatro pedidos de ato concessório visando a importação do café verde e posterior exportação do café solúvel. Segundo a pasta, o volume aprovado é de 5.893 sacas de 60 quilos.

Ficou definido que as empresas de café solúvel não poderão importar volumes superiores a 500 mil sacas, o que representa menos de 5% da produção nacional, de forma a complementar a oferta interna.

Segundo o MDIC, embora as autorizações para o uso do drawback já estejam acontecendo, ainda não houve importação efetiva de café verde no Brasil, ou seja, nenhuma saca de café conilon chegou a ser desembarcada em solo brasileiro, o que trouxe um alívio aos produtores.

Os cafés verdes alcançaram, em abril, um total de 1,868 milhão de sacas, sendo 1,841 milhão de arábica e 26,6 mil de robusta. O total do café industrializado ficou em 257,9 mil sacas, uma queda de 6% em relação à igual mês de 2016, sendo 256 mil sacas de café solúvel e 1,9 mil sacas de café torrado e moído.

No total, entre janeiro e abril de 2017, os Estados Unidos seguem na liderança como o país que mais recebeu café exportado do Brasil, representando 19,4% dos embarques no período (1,96 milhão de sacas). A Alemanha aparece na sequência, com 18,8% (1,90 milhão de sacas). Itália, Japão e Bélgica também têm destaque no ranking, com 9,8% (990.374 sacas); 7,1% (717.487 sacas) e 6,2% (630.392 sacas), respectivamente. No acumulado do ano, o Porto de Santos (SP) segue como principal via de escoamento da safra para outros países, com 87,5% de participação, sendo 8.88 milhões de sacas embarcadas. Os portos do Rio de Janeiro seguem em segundo lugar, com 9,1% de participação nos quatro primeiros meses do ano (925.368 sacas).

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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