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Caixa lucra R$ 6,7 bi, o melhor resultado de sua história

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A Caixa divulgou, nesta quarta-feira, lucro líquido de 6,7 bilhões de reais em 2013. Ainda que o valor seja bem menor que o apresentado por concorrentes como Itaú e Banco do Brasil, foi o melhor resultado da história do banco. O valor é 19,2% maior que o apresentado ao fim de 2012.

Segundo Jorge Fontes Hereda, presidente do banco, o crescimento do resultado decorreu, principalmente, do aumento da carteira de crédito ampliada, de 36,8%, e das receitas com operações de crédito, que subiu 35% e chegou a 46,5 bilhões de reais.

“Nós temos a carteira de crédito que todos os bancos gostariam, já que mais de 80% dela é considerada de risco baixo”, afirmou Hereda, em encontro com jornalistas. O crédito para habitação, por exemplo, cresceu 31,4% e chegou a 270 bilhões de reais e incluiu o Minha Casa Minha Vida.

Capitalização

Hereda negou que a Caixa esteja sendo capitalizada com recursos do governo federal, como disseram alguns analistas de mercado. “Nós fornecemos crédito com o dinheiro que foi captado por nós, não dependemos do governo para isso”, disse

O banco não espera novas capitalizações do governo. Em compensação, espera capitalizar 2 bilhões de dólares no mercado externo, a depender das condições do dólar. Ainda que o Brasil tenha sido rebaixado recentemente em sua nota de investimento, o banco acredita que “o país não esteja tão ruim como se diz, e isso será provado nos próximos meses. Não estamos preocupados com a reputação do Brasil”, afirmou Hereda

De acordo com o presidente do banco, a Caixa injetou 635 bilhões de reais na economia brasileira, através de contratações de crédito, benefícios sociais e investimentos na própria estrutura. O valor corresponde a 13,2% do PIB do ano.

Ao todo, a Caixa contabilizou 71,6 milhões de clientes, sendo 69,7 milhões deles pessoas físicas. “Isso significa que um em cada três brasileiros tem algum tipo de negócio com a Caixa”, disse Hereda. Ao longo de 2013, foram 6,4 milhões de novos clientes.

Metas

“Agora que maturamos nossos resultados, caminhamos para um crescimento na mesma medida do restante do mercado”, afirmou Hereda. Ele espera que sua carteira de crédito cresça entre 22% e 25% e que os ativos cresçam de 18% a 21%

As margens não devem crescer muito em relação a 2013. “Teremos sempre as melhores condições de mercado, mesmo que isso não favoreça nossa margem. Nossas margens não vão crescer muito porque nossa estratégia é atrair mais clientes. Isso aumentará nossa participação de mercado”, disse Hereda.

Em 2013, foram abertas 420 novas agências. Para este ano, o banco estima a inauguração de cerca de 200.

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