Câmara, escritórios de advocacia e empresas são alvos de operação da PC nesta segunda

Terceira fase da Operação Água Limpa, em Vilhena cumpre mandados de buscas em diversos pontos da cidade de Vilhena

Nas primeiras horas desta manhã, segunda-feira, 18, a Polícia Civil deflagrou a terceira fase da operação Água Limpa que investiga ilegalidades constatadas no SAAE. Sete delegados de polícia e vinte e cinco agentes e escrivães da Polícia Civil de Vilhena, Colorado do Oeste e Cerejeiras estão cumprindo oito mandados de busca e apreensão expedidos pelo juízo da primeira vara criminal, todos na cidade de Vilhena.

Dentre os investigados estão o vereador Carmozino Alves Moreira, além de um advogado, sócio de Josafá Lopes Bezerra (ex-Diretor-Geral do SAAE) num escritório de advocacia, bem como, duas empresas .

Conforme os delegados de polícia que presidem a investigação do caso, Lincoln Ossamu Mizusaki e Fábio Campos, após a apreensão de processos administrativos ocorrida no dia 19 de fevereiro, no SAAE, pode-se verificar que a referida autarquia celebrou contratos, sem prévia licitação, com as empresas de J. Pires dos Santos Eireli, registrada em nome de Jovane Pires dos Santos e JC Santi Eireli-ME, de José Cleberson Santi, ex-assessor de Carmozino.

No primeiro contrato o SAAE locou uma pá carregadeira, e, no segundo, a autarquia fez locação de caminhão basculante, totalizando R$ 135.220,00 (cento e trinta e cinco mil duzentos e vinte reais).

Ocorre que, segundo apurado pela Polícia Civil, muito embora essas empresas estejam cadastradas em favor de Jovane Pires e José Cleberson, tudo indica que tais pessoas seriam apenas “laranjas”, pois a denúncia é de que a J.Pires pertenceria ao advogado e sócio do ex-diretor do SAAE, exonerado em Janeiro deste ano, e a JC Santi seria do vereador Carmozino.

“Essas empresas, conforme apontaram as denúncias investigadas pela Polícia Civil, são no sentido de que foram constituídas para burlarem a lei, pois o vereador, por ocupar um cargo público, estaria vedado de contratar com o poder público, e o advogado, por ser amigo e sócio de Josafá, não poderia celebrar contrato com o SAAE, muito menos sem a prévia licitação”, disse o delegado Lincoln Mizusaki.

As buscas estão sendo cumpridas nas residências dos investigados e nas sedes das supostas empresas, bem como no gabinete do vereador, na Câmara Municipal.

Segunda fase: O inquérito da segunda fase da operação, que investigava os contratos do SAAE com a empresa MWX já foi concluído pela Polícia Civil e encaminhado ao Ministério Público e Judiciário; por tal motivo, foi instaurado novo inquérito para apurar outros contratos irregulares da autarquia municipal nesta terceira fase.

Até agora, na operação Agua Limpa, já foram indiciados e proibidos de frequentar ou contratar com a Prefeitura de Vilhena, Josafá Lopes Bezerra, além do ex-Secretário municipal e ex-assessor do gabinete da Prefeitura Washington Luiz Sarat Santos e o sócio da MWX Marcelo Novaes Marinho, por associação criminosa, peculato, falsidade ideológica e fraude em licitações, além de dois proprietários de empresas de informática na cidade de Vilhena, por fraude em licitações.

No inquérito decorrente da segunda fase da operação Agua limpa, ficou demonstrado que tal empresa MWX recebeu mais de R$250.000,00 reais do SAAE e não prestou grande parte dos itens do edital pelo qual foi paga pela empresa municipal, bem como restou provado que grande parte do dinheiro pago pelo SAAE à MWX tinha como destino direto a conta do Ex-Assessor de Gabinete e Ex-Secretário Adjunto da Prefeitura Municipal.

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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