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Câmara gastou R$ 135 milhões para divulgar mandatos

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Valor foi ressarcido aos deputados na última legislatura. Despesas com a divulgação da atividade parlamentar cresceram em 2014, ano em que a maioria disputou as eleições, mostra a Revista Congresso em Foco

Embora mantenha uma das maio­res redações de Brasília, com gigantesca estrutura de rádio, TV e internet, a Câmara gastou R$ 135 milhões nos últimos quatro anos para propagandear as ações dos parlamentares, por meio desites, jornais, panfletos e outras pu­blicações. O dinheiro foi totalmente ressarcido aos deputados mediante apresentação de nota fiscal. O valor corresponde a 20% dos R$ 671 milhões utilizados pela Casa para cobrir despesas atribuídas por deputados ao exercício do mandato na última legislatura por meio da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), o chamado cotão. Os dados, que compreendem o período de fevereiro de 2011 a 15 de janeiro de 2015, são de levantamento do novo número da Revista Congresso em Foco.

Mas as cifras tendem a crescer. Os parlamentares, mesmo aqueles que não re­novaram o mandato, têm até três meses após a efetuação do gasto para pedir o reembolso. Ou seja, serviço contratado em dezembro ainda pode ressarcido. A divulgação da atividade parlamentar foi a maior despesa do cotão em toda a legislatura na Câmara. Os gastos dessa natureza dispararam em 2014, ano eleitoral em que a maioria dos deputados buscou a reeleição e outros cargos eletivos. Foram R$ 42,3 milhões, acima dos R$ 39 milhões de 2013 e muito além dos R$ 23,8 milhões de 2011, ano de início do mandato.

Nas alturas

O segundo maior gasto ficou por conta das passagens aéreas. Nesse caso, em vez do ressarci­mento, a maioria dos parlamentares opta pela re­quisição de passagens aéreas à Câmara. Em toda a legislatura, a Casa liberou mais de R$ 128 milhões (19% de todo o cotão) para garantir o tradicional voo semanal dos congressistas entre seus estados e Brasília.

A conta com bilhetes aéreos já foi maior. Até 2009, os congressistas utilizavam sobras desse be­nefício para transportar familiares, amigos e aliados políticos, inclusive para viagens de turismo ao ex­terior. Somente após a revelação da chamada “farra das passagens” pelo Congresso em Foco, é que a Câmara e o Senado proibiram expressamente o transporte de familiares e amigos e passaram a di­vulgar a lista dos passageiros e trajetos na internet.

Leia a matéria completa no Congresso em Foco

 

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