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Cameron participa de ultima sessao e sugere que Theresa May siga mais próximo possível da UE

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“Meu conselho para a minha sucessora, que é uma negociadora brilhante, é de que devemos tentar ficar o mais próximo da União Europeia, para termos os benefícios do comércio, da cooperação e da segurança”, declarou.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, aconselhou nesta quarta-feira (13) sua sucessora Theresa May, que a missão de implementar o “Brexit”, a saída do Reino Unido da União Europeia, a permanecer o mais próximo possível do bloco econômico.

Ele nesta manhã participou da última sessão semanal de perguntas na Câmera dos Comuns antes de seguir ao Palácio de Palácio de Buckingham para entregar sua carta de renúncia à rainha Elizabeth II. Ele foi muito aplaudido ao deixar a sessão. Theresa May, atual ministra britânica do Interior, deve assumir ainda nesta tarde.

Cameron disse que o governo tem trabalhado duro para garantir que cidadãos da União Europeia possam continuar no Reino Unido, segundo a Reuters. Perguntado por um parlamentar se cidadãos da UE podem ter direitos de moradia revogados ou ser deportados quando o Reino Unido deixar o bloco, Cameron disse que há “absolutamente nenhuma chance disto acontecer”.

Cameron havia anunciado que deixaria o posto de Primeiro Ministro após a opção que defende a saída do Reino Unido da União Europeia ganhar o referendo. A secretária de Estado de Energia, Andrea Leadsom, concorrente de May a sucessão do partido, anunciou na manhã desta segunda-feira a desistência na disputa. Após a decisão de Leadsom, Cameron anunciou a data de renúncia para quarta-feira (13).

Trajetória

Filha de um vigário da Igreja Anglicana, Theresa May nasceu em 1 de outubro em 1956, em Eastbourne, sul da Inglaterra. Ela estudou geografia na Universidade de Oxford, onde conheceu seu marido, Philip May, com quem é casada há 36 anos – o casal não tem filhos.

Antes de ingressar na carreira política, May trabalhou no Bank of England, chefiou a European Affairs Unit e foi consultora financeira da Association for Payment Clearing Services.

Em 1997, ela foi eleita para o Parlamento. Em 2002, se tornou a primeira mulher a ser presidente do Partido Conservador. Desde 2010, May está à frente do Ministério do Interior, pasta que, entre 2010 e 2012, dividiu com o Ministério para a Mulher e Igualdade.

Considerada uma das vozes modernizadoras da legenda conservadora, May apoia a igualdade de sexos e o casamento gay, embora em 2002 tenha votado contra conceder a essa minoria o direito de adoção.

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