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Capitão da PM que matou namorada a seguia até aos banheiros; ele alega ‘tiro acidental’

Polícia Civil não acredita na versão; amigos revelam que ele era ciumento e possessivo

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Uma amiga da estudante de Direito Camila Alves, assassinada pelo namorado, o capitão da PM do Piauí Alisson Watson, contou à polícia civil que as discussões entre o casal eram constantes e ela relatou que ele tinha muitos ciúmes. Na noite do crime, quando a vítima ia ao banheiro ele a acompanhava e esperava na porta”, contou a amiga. A informação foi dada pelo delegado do caso, Emerson, da Delegacia de Homicídios, que preside o inquérito.

De acordo com o delegado, o namorado costumava levar e buscar a vítima na faculdade e na quarta-feira seguiu a rotina. Após buscar Camilla, eles foram beber em um bar na Zona Leste de Teresina. Às 2h da madrugada de quinta-feira (26), o casal saiu do bar e levou uma amiga de Camilla para casa no bairro Vale do Gavião.

Camila foi morta pelo namorado, capitão da PM do Piauí Alisson Watson. Na foto, o casal em um bar

Suspeito alega ‘tiro acidental’

Segundo o delegado, o oficial da PM contou em seu depoimento que teria dito a Camilla que a levaria para casa, mas ela teria dito que não desejava voltar e queria ficar mais à vontade. Então, o casal teria seguido para um local isolado e, durante momento íntimo uma discussão teria causado um disparo acidental que ocasionou na morte da jovem.

“Ele disse que estavam em um local deserto, houve uma discussão, ela teria pego a arma dele e ele teria se defendido com um golpe. Como ela estaria com o dedo no gatilho, segundo o que ele afirmou, a arma disparou e teria levado a óbito”, explicou.

A princípio, a Polícia não trabalha com uma tese de estupro. Contudo, o delegado Emerson afirma que a possibilidade ainda não foi descartada.

Camila Alves foi morta pelo namorado

Ocultação de cadáver e cena do crime adulterada

Com a namorada morta, o namorado teria ido a sua própria residência e, não sabendo o que fazer, dirigiu até uma estrada vicinal na localidade Mucuim e deixou o corpo na mata. O corpo foi encontrado aproximadamente a 15 km do local dos disparos, conforme o delegado revelou.

“A Polícia Civil não acredita na tese de acidente, que é o que apresenta a defesa. A Polícia Civil acredita que houve um homicídio. Pelas cirscunstâncias posteriores à morte, houve a ocultação do cadáver e ele tentou lavar o veículo na beira do rio para tentar encobrir todos os indícios que o ligavam ao crime”, destacou.

Sem sucesso satisfatório na lavagem da beira do rio, o oficial teria se dirigido a um lavajato onde algumas partes do carro foram desmontadas e, para justificar a presença de tanto sangue no veículo, o homem teria contado que teria se envolvido em um acidente onde atropelou duas pessoas e havia prestado socorro.

“A hipótese desse acidente foi rechaçada em razão do seu veículo não constar nenhuma avaria. Isso verificamos através do relato de uma testemunha. Na segunda lavagem, ele trocou os bancos do veículo e a investigação vai provar porquê”, contou. Além de tentar descaracterizar a cena do crime, o suspeito teria tentado se desfazer do veículo em Campo Maior, a 81 km de Teresina.

Segundo o delegado, ao saber da decretação da prisão, a defesa do suspeito resolveu apresentá-lo com a tese de que houve um acidente. Entretanto, a Polícia discorda dessa teoria.

“Ele está preso temporariamente por 30 dias e nesse prazo, ou antes, concluiremos todas as investigações. Em razão de ser capitão da Polícia Militar, ele ficará preso no quartel”, finalizou.

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