Caso Nicolas: fotos mostram que bebê nasceu saudável

Criança está desaparecida e polícia alega que a mesma foi incinerada; família contesta e garante que ela foi raptada

[su_frame align=”right”] [/su_frame]Porto Velho – Um mistério que se arrasta desde 23 de maio deste ano foi simplesmente dado como “encerrado” pela Polícia Civil de Rondônia esta semana, mas não convenceu os familiares tampouco a sociedade. Trata-se do desaparecimento do bebê Nicolas Natz, recém-nascido que, segundo a polícia, “teria tido seu corpo incinerado acidentalmente”.

O drama teve início em 22 de maio deste ano, quando Marceli Natz deu a luz ao pequeno Nicolas Natz. Ela, que mora em Cujubim (distante cerca de 224 km de Porto Velho), vinha para a capital ter seu bebê. Foi obrigada a parar em Candeias do Jamari, onde entrou em trabalho de parto no hospital Santa Izabel. Na guia de sepultamento consta que “o parto foi na ambulância”, quando na verdade a criança nasceu no hospital de Candeias.

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Fotos tiradas pela equipe médica atestam inclusive que o bebê estava vivo. Nas imagens é possível ver os médicos sorrindo após o parto.

Imagem feita logo após o parto
Imagem feita logo após o parto
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Imagem feita logo após o parto
Imagem feita durante o parto mostra a equipe médica tranquila
Imagem feita durante o parto mostra a equipe médica tranquila

Transferência – Mas os problemas da família começaram após o nascimento. Marcieli foi encaminhada para internação no Hospital de Base e Nicolas no Hospital Infantil Cosme Damião. Porém, alegaram que havia a necessidade de internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e a criança foi transferida para a Maternidade Regina Pacis, onde teria falecido.

O corpo do bebê teria desaparecido durante a transferência para o necrotério do Hospital de Base.

Para a polícia, o corpo do bebê teria sido levado por funcionários de uma empresa terceirizada, que presta serviços ao governo no transporte de material hospitalar descartado. A empresa é responsável por levar para incinerar pedaços humanos que foram extraídos ou amputados. O cadáver, segundo as investigações, estava enrolado em um pano de cor branca, um lençol e foi levado por engano no lixo hospitalar. De acordo com o diretor geral da Polícia Civil, Pedro Mancebo, o cadáver do bebê foi incinerado por uma empresa – que presta serviços ao hospital – de forma errônea. Ainda de acordo com o diretor, houve uma grande confusão e falta de fiscalização no recolhimento do corpo, sendo que os materiais hospitalares e cadáver são recolhidos em sacos de cores diferentes, um na cor vermelhe e outro branco. Vermelho para corpos e brancos para lixo hospitalar. No dia do recolhimento do corpo, não havia o saco vermelho, porém o corpo da criança foi colocado no saco branco e levado direto para ao incinerador da empresa. Um funcionário avistou que tinha algo de errado e avisou o responsável pelo incinerador, que falou que não tinha mais o que fazer, pois o corpo já havia sido incinerado.

A família não acredita nessa hipótese e quer que a investigação prossiga.

Em agosto desse ano, um vídeo feito com as câmeras de segurança da maternidade Regina Pacis, mostra um motoboy e uma suposta médica entrando no hospital e saindo com uma mochila, onde poderia estar a criança. A suposta médica entra e sai junto com o motoboy. As imagens são do dia do desaparecimento do corpo do bebê.

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

1 thought on “Caso Nicolas: fotos mostram que bebê nasceu saudável

  1. Jamais desistiria iria ate o fim esta historia ta mal contada se teve óbito tem que ter o corpo da criança cade

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