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Cassação de Confúcio é uma luz contra a impunidade e abusos eleitorais

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Nas eleições de 2014 partidos aliados e o próprio PMDB cometeram todos os tipos de abusos proibidos pela legislação eleitoral. Teve distribuição de camisetas, de comida, combustíveis e até visitas a unidades de saúde em horário de funcionamento. Carros oficiais foram usados na campanha e tudo isso era relatado ao Ministério Público EleitoraL, que impetrou uma série de ações contra o governador e candidatos.

O caso de distribuição de comida na convenção foi o primeiro a ser julgado, e o mais gritante. Enquanto candidatos faziam reuniões com eleitores com medo de oferecer até um copo d´água, Confúcio Moura esbaldava uma multidão de mais de 2 mil pessoas com comilança, com direito a almoço, suco e picolé de sobremesa. E o mais grave, uma questão que foi apontada pelo juiz eleitoral Delson Xavier, e que ninguém havia observado, o dinheiro gasto nesse baquete não foi contabilizado por nenhum dos partidos que estavam na convenção, caracterizando dessa forma, caixa dois, ou seja, mais um abuso típico de quem está acostumado com a velha maneira de fazer política e tem a certeza da impunidade.

O Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia deu uma verdadeira aula e comprovou queas coisas estão mudando. Pena que não foi um entendimento unânime, mas merecia ser.

Comeram bola

Os demais candidatos a outros cargos, inclusive ao senado, perderam uma grande oportunidade de tirar o mandato de Acir Gurgacz (PDT), já que a convenção era conjunta. Acir também foi beneficiado com a comilança promovida pelo PMDB, já que no mesmo evento foi registrada sua candidatura. Como os prazos já encerraram, ele escapou por um triz. No caso, Ivone Cassol perdeu uma vaga que poderia cair em seu colo, de graça, era só ter entrado com ação similar.

A imagem da capa é do Paulo Andreoli

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