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Cassado por caixa 2, deputado ligado a Temer ataca colegas e sobra até para Glória Pires: “Ela sustenta o marido”

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O deputado federal Wladimir Costa (SD) não tem economizado nas palavras polêmicas. Ele dividiu os deputados de oposição em “Temeromofóbicos” e “Temerenrustidos”. Também desferiu críticas pessoais a alguns deles — inclusive chamou Sergio Zveiter (PMDB-RJ), relator na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara da denúncia contra o presidente Michel Temer, de “burro” e “desqualificado”.

Costa também atacou artistas que lançaram o site “#342”, movimento para pressionar políticos a votarem pela admissibilidade da denúncia de corrupção passiva contra o presidente. “Glória Pires, uma verdadeira puxa-saco do PT. Ela sustenta aquele marido dela que nunca fez sucesso na carreira dele”, afirmou Wladimir, referindo-se ao músico Orlando Morais, um dos artistas brasileiros mais conhecidos na França, por exemplo, como destacou Ancelmo Gois, de O Globo, em sua coluna deste domingo (16/7).

O cantor Caetano Veloso, um dos líderes do grupo contra Temer, saiu em defesa de Glória e Orlando. Ele afirmou em vídeo divulgado no blog de Gois que o deputado, além de preconceituoso, mente: “Glória nunca foi próxima do PT. De onde ele tirou isso?”, disse Caetano.

O cantor ainda elogiou Orlando e negou que ele seja sustentado pela mulher. “Canta bem, toca piano, é da música. Ele era rico desde antes de conhecer Glorinha.”

Cassado por caixa 2 ele resolveu atacar os colegas de parlamento e até atores

Deputado foi cassado por caixa 2

Em julho do ano passado, por unanimidade, o Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE) cassou o mandato do deputado federal Wladimir Costa, do partido Solidariedade. Ele foi acusado pelo Ministério Público Eleitoral por arrecadação ilícita de recursos para campanha eleitoral (caixa dois) e por não prestar contas de mais de R$ 400 mil gastos em carreatas e material de campanha.

O deputado está recorrendo ao Tribunal Superior Eleitoral, que definirá a possibilidade de ele continuar no exercício do mandato eletivo durante o julgamento do recurso. Se o TSE confirmar a cassação Wladimir Costa ficará inelegível pelo prazo de 8 anos. A relatora do processo foi a juíza federal Luciana Daibes.

No pedido que fez ao Tribunal para que condenasse o deputado, o Procurador Regional Eleitoral do Pará, Bruno Valente, afirmou que as graves omissões encontradas na prestação de contas de Wladimir Costa impedem a verificação sobre a regularidade da campanha.

“E mais, demonstram total desprezo com a demonstração de regularidade, uma vez que foram identificadas despesas não contabilizadas e, consequentemente, sem comprovação da origem dos recursos arrecadados (caixa dois)”, diz no processo.

A prestação de contas do político já havia sido impugnada e foi rejeitada pelo pleno do TRE em sessão de 2014. O processo do MP Eleitoral se baseia em pareceres técnicos do próprio Tribunal que apontam abuso de poder econômico e listam todas as despesas omitidas nas contas de Wladimir Costa. Foram encontrados até indícios de falsificação e adulteração de assinaturas em recibos apresentados.

O candidato deixou de declarar R$ 149.950,00 em despesas de material gráfico e desapareceram de sua prestação mais de R$ 100 mil em despesas efetuadas entre julho e setembro do ano eleitoral de 2014.

No total, a Justiça Eleitoral calculou que as omissões e falsificações correspondam a R$ 410 mil. A campanha de Wladimir Costa à Câmara Federal custou, segundo o valor declarado pelo deputado, R$ 642.457,48. (Com informações do TRE/PA).

Painel Político com informações do Metrópole

 

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