Painel Político
A maior agência de notícias em seu Whatsapp do Brasil

Cassol desmente Gurgacz, chama Confúcio de incompetente e acusa Iacira de “extorsão”

0

Edital do projeto de saneamento foi copiado de cidades nordestinas e nem trocaram os nomes, afirmou o senador

No último dia 7, o senador Acir Gurgacz (PDT-RO) usou a tribuna para criticar o saneamento básico em Porto Velho, que segundo ele não aconteceu por culpa do ex-governador (e agora senador) Ivo Cassol (PP-RO). Sem citar nomes, Gurgacz insinuou que as obras não teriam sido concluídas por “desvios que vieram à tona nas investigações da Operação Lava Jato”.

O senador alegou ainda que falhas no projeto deixaram a capital rondoniense “cheia de canos que ligam o nada a lugar nenhum” e ainda deu um “conselho” à todos os prefeitos brasileiros, “para que elaborem, até o final de 2017, seus planos municipais de “saneamento”

As declarações de Gurgacz geraram uma reação por parte do senador Ivo Cassol, que na última terça-feira, 20, subiu à tribuna e em discurso de pouco mais de 20 minutos desmentiu Gurgacz e bateu pesado no governo de Confúcio Moura, a quem acusou de ser “incompetente”.

Irritado, em duro discurso, Cassol lembrou que, em 2008, iniciou as obras de saneamento básico e tratamento de água em Porto Velho por meio de convênios firmados com o governo federal. Só para o esgoto sanitário teriam sido destinados aproximadamente R$745 milhões. O parlamentar lembrou que por capricho, na véspera das eleições de 2010, os adversários fizeram denúncias e paralisaram as obras. “Em 2011, o Tribunal de Contas da União julgou as denúncias e concluiu que não havia irregularidades nos convênios. O TCU autorizou o recomeço das obras de agua tratada que já estava com mais de 50% executado. E, aí, eu quero fazer uma pergunta para esse Senador que usou a tribuna nesta Casa: o que fizeram, de 2011 até hoje? Não fizeram nada! O governo que está lá não fez nada, Srs. Senadores. Nem sequer concluiu…E o convênio era de R$110 milhões. Não tiveram competência de concluir as obras de abastecimento de água. E o povo de Porto Velho, do meu Estado, está sem essa água tratada até hoje”, reagiu Cassol.

Mal informado ou mal intencionado?

“Mal-informado ou mal-intencionado”

Cassol também rebateu as acusações de que teria deixado de usar dinheiro de compensação ambiental de usinas para implantação do saneamento básico. “Eu não sei se esse Senador colega meu é mal-informado ou mal-intencionado. Porque, ao mesmo tempo, naquela época, quando havia a compensação das usinas do Rio Madeira, a de Santo Antônio, eram R$30 milhões de compensação na licença ambiental. Nós, em comum acordo com o Ministério Público, remanejamos o dinheiro, para o Hospital Regional de Cacoal, concluímos o hospital, para podermos dar um atendimento digno ao povo do interior, que precisava se deslocar 900 a 1.200 km até a capital para tratamento de saúde. O governo do Estado aumentou o financiamento para os investimentos na capital de R$80 para R$110 milhões. Foi feito uma permuta, os recursos não deixaram de ser destinados para a capital” afirmou Cassol.

Ao encerrar o discurso,  Ivo Cassol informou que em 2011, o TCU liberou o atual governador do PMDB a fazer o projeto executivo e nova licitação do esgoto sanitário de Porto Velho, aproximadamente 730 milhões, “não deram conta nem de fazer o projeto executivo, fizeram uma nova licitação em 2015 por meio de RDC-regime diferenciado de contratação, somente da parte Sul, ou seja metade da obra pelo valor de R$484 milhões,  e o TCU identificou, conforme decisão de outubro de 2016 um superfaturamento de R$205 milhões, e cancelou a licitação e mandou suspender os repasses que seriam feitos pelo Ministério das Cidades.  O governo incompetente da Cooperação agora tenta fazer as obras com o financiamento do PIDISE e nós que vamos pagar essa conta. É por isso, que eu não aceito as acusações desse senador, que faltou com a verdade, pois ele além de estar desinformado ou mal intencionado faz parte do atual governo do Estado desde 2011 e usa esta Tribuna para mentir” concluiu Cassol.

Edital copiado e extorsão

Em seu discurso Cassol acusou o governo de Confúcio Moura (PMDB) de ter superfaturado o projeto em mais de R$ 200 milhões e de ter copiado o contrato e o edital de cidades nordestinas, “nem mudaram os nomes das cidades”, destacou o senador, que ainda acusou a atual presidente da Caerd, Iacira Azamor de “estar extorquindo empresários em Ji-Paraná”. Vídeo abaixo:


Senador acusa presidente da Caerd de extorsão por painelpolitico

Cassol disse ainda que “esse senador deveria pegar a documentação provando que ele, Cassol, não tem responsabilidade sobre os problemas das obras de saneamento básico e parasse de falar besteira na tribuna”.

Saneamento paralisado

Em 2013 PAINEL POLÍTICO produziu reportagem alertando que Porto Velho perderia os cerca de R$ 700 milhões que estavam destinados às obras de saneamento em função dos prazos para conclusão dos projetos.

Em 2015, dois anos depois, PAINEL POLÍTICO revelou que estava ocorrendo uma articulação para favorecer empresas de fora do estado para executar as obras, e deu detalhes do caso.

Também em 2015 mostramos que “um amigo de infância” do governador era o responsável pela “correria” do contrato e confecção do edital.

Também mostramos que Porto Velho ficaria sem obras em função das “lambanças” que estavam sendo feitas em todo o processo.

Em 2016, o então secretário de Obras do município, Gilson Nazif anunciou a perda dos recursos.

Durante as eleições de 2016, mostramos que o principal problema da capital era a falta de saneamento e essa era uma questão que o próximo prefeito deveria enfrentar.

Agora em 2017, mostramos que o atual prefeito está “amarrado” em função da Caerd.

Íntegra do discurso de Ivo Cassol:


Cassol rebate Acir Gurgacz por painelpolitico

Comentários
Carregando