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Choque de trens deixa mais de 140 pessoas feridas no Rio

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Um choque entre dois trens na Estação Presidente Juscelino, ocorrido em horário de pico por volta das 20h30 desta segunda-feira, deixou mais de 140 pessoas feridas e interrompeu por várias horas o ramal de Japeri, na Baixada Fluminense.

Segundo Carlos Osório, secretário de Transportes do estado do Rio de Janeiro, um trem parado na estação de Mesquita foi atingido por trás por outra composição que circulava no mesmo sentido, da Central para Japeri. Carlos Osório revelou que os feridos foram levados a hospitais da região e confirmou que não há casos graves.

O secretário de Transportes admitiu que “sem dúvida houve uma falha grave”, o que motivará uma investigação rigorosa por parte da agência reguladora, além da Supervia. “Nossa prioridade é averiguar rigorosamente as causas do acidente, identificar os problemas e encontrar os responsáveis”.

Uma “peça-chave” para entender o que ocorreu será o maquinista, que saiu ileso do acidente e já foi ouvido pelas autoridades. Carlos Osório afirmou que trem que bateu estava reformado e com a manutenção em dia, mas segundo passageiros, a composição já apresentava problemas, como lentidão e repetidas paradas.
Segundo Daniel Ávila, um dos passageiros, o trem “ia a uns 20 quilômetros por hora” quando bateu. “Ainda bem que ia devagar, senão morria todo mundo”. Hélcio Ramalho, outro passageiro, revelou que “as pessoas ficaram muito nervosas e queriam sair, pularam (…). Vi uma pessoa no chão gemendo de dor”.

Houve muita confusão no momento do choque. Algumas pessoas ficaram presas em parte dos destroços e os feridos foram socorridos por bombeiros de vários quartéis da região, que os levaram para o Hospital da Posse, em Nova Iguaçu, Getúlio Vargas, na Penha, e o Albert schweitzer, em Realengo, também na Baixada Fluminense.
Para o Hospital da Posse foram levados 129 passageiros. Os que apresentavam ferimentos leves foram liberados, mas a maioria continuava internada na manhã desta terça e alguns tiveram que passar por cirurgia. Médicos que estavam de licença foram chamados e devido ao grande número de feridos, muitos tiveram que ser atendidos em macas, no corredor do hospital.

Mais oito feridos foram levados para o Hospital Getúlio Vargas e 10 para o Albert Schweitzer. O grande número de feridos e a insuficiência de ambulâncias fizeram com que muitas pessoas fossem transportadas em veículos particulares e vans.
Linha interditada parcialmente
Na manhã desta terça-feira, a circulação no ramal ocorria de forma parcial, em apenas um dos trilhos, o que faz com que os trens que partem da Central do Brasil tenham que aguardar autorização para prosseguir viagem entre as estações de Edson Passos e Presidente Juscelino, em Mesquita, onde houve o acidente. A prioridade é para os trens que seguem em direção ao centro da cidade, em razão do maior volume de tráfego devido ao horário de pico, quando milhares de pessoas estão indo para o trabalho.

O secretário estadual de Transportes, Carlos Osório, esteve no local do acidente durante boa parte da madrugada. Técnicos da Supervia e da Agência Reguladora de Serviços Públicos de Transporte (Agetransp) continuam no local trabalhando para liberar totalmente o ramal e para apurar as causas do acidente, que só não foi mais grave porque chovia no momento e os trens trafegavam em velocidade reduzida. Ainda não há informações sobre as causas do acidente. A Agetransp abriu investigação.

Em nota, a SuperVia informa que “um trem que seguia da Central do Brasil para Japeri abalroou outra composição que se encontrava na Estação Juscelino. O Corpo de Bombeiros e o Grupamento de Polícia Ferroviária foram imediatamente acionados para prestar o atendimento necessário”.

Ainda segundo a Supervia, o primeiro trem foi retirado do local durante a madrugada, mas a segunda locomotiva só foi “encarrilhada” por volta das 5h20, antes de ser levada para a oficina.

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Fonte: Terra

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