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Cinco de Rondônia apóiam Cunha no Congresso. Resta saber até quando

Abuso

Para quem trabalha com informações de bastidores e em “off” (reservado) não são novidades os fatos relacionados com a última eleição estadual que estão vindo à tona a cada operação policial. Basta verificarmos as conversas entre autoridades capturadas pelos grampos oficiais que encontraremos os diálogos do uso indevido da máquina estadual na última eleição. Para usar um eufemismo em voga: nunca antes na história de Rondônia uma eleição foi vencida de forma tão venal. Os diálogos falam por si.

Staff

O que chamou a atenção nessa última operação é o envolvimento da presidente da Caerd e da Representante de Rondônia em Brasília que, por coincidência, são duas colaboradoras da cozinha de Confúcio Moura. Além dos assessores palacianos que acompanham sua excelência quotidianamente. Nesse angu pode aparecer algum caroço. Quem viver verá!

[su_frame align=”right”] [/su_frame]Murídeos

O prefeito da capital Mauro Nazif (PSB) adotou uma postura defensiva de que não há recursos federais do BNDES nos pagamentos dos shows que foram alvos da operação policiais denominada de Murídeos. Digamos que esteja certo, mas a pergunta é: há ou não ilegalidade nesses contratos? Pois os recursos sejam federais, estaduais ou municipais todos são oriundos do povo. Portanto, recursos públicos. Não importa a fonte, e sim os fatos. Explicação que faltou ser dada.

Bode

O Partido dos Trabalhadores decidiu se livrar da ex-chefe de gabinete do prefeito de Cacoal depois que foram expostos os malfeitos entre a administração municipal e o legislativo mirim. Optaram em poupar o prefeito responsável pela nomeação e por cacifar a auxiliar com mandatária de plantão do paço municipal. Trocando em miúdos: tiraram o bode da sala. O que não resolve o problema. Nas eleições municipais, a tendência é os petistas cacoalenses serem defenestrados nas urnas e virarem bode bichado.

Retaliação

Logo após a operação da PF que recolheu os carros de luxo do senador Fernando Collor de Melo, a Comissão de Controle e Fiscalização do Senado aprovou um pedido feito por Collor para que sejam investigados pelo TCU alguns contratos da Procuradoria Geral da República. Ivo Cassol foi o relator do pedido relâmpago favorável ao colega senador e foi interpretada com uma retaliação a ação policial. Podem apostar, embora não esteja envolvido na ‘lava jato’, o relato do senador rondoniense o colocará de volta às manchetes negativas. Entrou de gaiato nessa briga.

Beligerância

O clima político brasiliense entre os poderes é de beligerância desde que o presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha anunciou o rompimento com o Governo Federal. Os observadores mais experientes acreditam que a jogada tenha sido um ato desmedido desde que vazaram na mídia as delações envolvendo o nome de Cunha nos malfeitos da Petrobras. Apesar de contar com o apoio de uma centena de deputados federais, particularmente os noviços, a atitude de Cunha o colocará no isolamento. No congresso é regra a traição e ninguém gosta de abraçar afogado quando o clima é de beligerância.

Seguidores

Na bancada federal de Rondônia há pelo menos cinco parlamentares que seguem a orientação política de Eduardo Cunha. Basta um grito de Cunha que os nobres colegas rondonienses se perfilam para defendê-lo. Não se sabe por quanto tempo. Já que o jato da ‘lava jato’ não tem poupado seus alvos. E o clima é cada um por si.

Oligarquia

Encalacrada até o gogó com o ‘Petrolão’, a ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney conseguiu sair das manchetes nas últimas operações policiais. Trabalho do pai, José Sarney que, mesmo sem mandato, é visto diariamente no Congresso Nacional reunido com os principais líderes do Congresso. O velho Sarney conhece como ninguém o caminho das pedras. Por estas e por outras que dizem que é uma pessoa diferente, incomum e tratada de forma especial. É uma lógica cretina, mas real. O último dos oligarcas.

Grave

Mesmo grave é estável o estado de saúde do jornalista Antônio Alves, internado no Rio de Janeiro. Profissional da melhor qualidade que trabalhou em vários veículos em Porto Velho, Toninho retornou ao Rio de Janeiro onde fixou residência. Toda torcida pela recuperação do amigo.

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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