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Coisas da vida – Por Fábio Marques

Pessoas têm me parado pelas avenidas e espaços públicos, para indagar a respeito de minha saída do estafe de assessoria do deputado Neidson Soares. Estas mesmas pessoas também anseiam por estarem a par sobre minha honesta opinião em relação a atuação parlamentar do eminente deputado, agora que estou do lado externo do bastidor. Confesso que são assuntos de foro íntimo, os quais não gostaria que fossem levados à público, mas que ao mesmo tempo me agonizam por ter que segurar informes que importam a este mesmo público. Então sem delongas, vamos aos assuntos.

Em relação à minha saída, afirmo que apenas não obtive o respaldo que ansiava ter. Me falaram uma coisa e mostraram outra. Possuo 34 anos de vivência política, estando neste metié desde 1982 quando participei da campanha do ex-deputado e ex-prefeito Chico Nogueira. Bem ou mal, este é o universo que vivencio e acompanho todos os dias de minha errática vida desde esta época. Possuo trânsito e bagagem, portanto. O que ocorreu neste episódio foi apenas a ruptura de um aceito e pactuado acordo de campanha. Ou seja, alguém ou alguma das partes neste malfadado negócio descumpriu um contrato que, embora informal, envolveu pessoas e palavras de honra.

Outra coisa: desde o começo de minha estadia na equipe do parlamentar, fontes confiáveis ligadas a própria assessoria – que não preciso citar quem e nem sou obrigado, conforme amparo da Lei de Imprensa – me alertaram que havia em transcurso um boicote contrário ao meu trabalho. Mesquinhez, ciumeira e pequenez de espirito de uma “panela” que buscava a torto e á direito construir uma blindagem ao trânsito de minhas ideias e sugestões ao ilustre deputado neste período. Reitero que nada tenho contrário a nenhum membro da assessoria do deputado e muito menos contra sua pessoa. Aliás, na minha saída, dei o recado para a assessoria: Estou saindo magoado, mas não brigado.

Findado este assunto, passemos ao outro tópico. Acredito piamente que a atuação do deputado Neidson Soares vem deixando a desejar. Até o presente, só tem jogado para a plateia. Em vez de estar na correria por soluções para os problemas que afligem a população, se preocupa com fantasias para bois-bumbás e atenção curativa para atletas “perebas” e “arranca-tocos” de equipes medíocres. Escorrega em aspectos que dizem respeito direto àquilo que mais importa à população. Guajará-Mirim está acabada e a saúde municipal está ao abandono.

Aliás, neste contexto, a atuação do deputado até o momento pouco ou nada contribuiu. A Saúde de Guajará-Mirim está em estado terminal e a espera apenas da extrema-unção. Desde sua entrada na Assembleia do Estado, até agora, não apareceu nos índices da Saúde Municipal um aumento substancial nos níveis do segmento ao qual é atuante de profissão. Ao contrário, hoje em dia, nem na atenção básica se enxerga qualquer espécie de projetos de melhorias.

A população espera respostas concretas para suas aflições e problemas. A população que presenteou o deputado Neidson Soares com 8.000 votos quer ver cumpridas as promessas de campanha. Se não era possível fazer, por que não pensou nisso na hora de prometer?

É jornalista

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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